Obama pede que reformas sejam aceleradas em Mianmar

O presidente americano pediu a dirigentes do país asiático que acelerem reformas democráticas, que começaram há quatro anos

Naypyidaw - O presidente Barack Obama pediu nesta quinta-feira aos dirigentes de Mianmar que acelerem as reformas democráticas que começaram a ser feitas há quatro anos depois de meio século de governo militar.

"Os progressos não foram tão rápidos quanto esperávamos quando começou a transição há quatro anos. Em algumas áreas, as reformas frearam e, inclusive, retrocederam", afirmou o presidente em um entrevista concedida ao jornal digital The Irrawaddy.

Thein Sein e outros líderes asiáticos na cúpula de países do Asean, realizado na capital do país, já havia tocado na questão do retrocesso das reformas.

O tema ganhou evidência depois que a dissidente Aung San Suu Kyi criticou Washington por ser "muito otimista" quanto às reformas pós-junta.

"Os progressos não têm sido tão rápidos quanto muitos esperavam quando a transição começou", com a auto-dissolução da junta militar em 2011, declarou o presidente ao chegar em Naypyidaw.

Ele listou as "restrições" impostas aos ex-presos políticos, as "prisões" de jornalistas e o recente "assassinato" de um repórter, Aung Naing, pelo exército.

O presidente Obama também evocou a situação política, faltando um ano para as eleições legislativas de 2015, enquanto que a Constituição herdada da junta impede Aung San Suu Kyi de se tornar presidente.

"A reforma constitucional deve refletir a vontade do povo birmanês", insistiu.

"Ele deve permitir eleições sérias, transparentes e abertas", acrescentou, citando a necessidade de "maior controle civil sobre os militares", que ainda têm 25% dos assentos no parlamento.

Ele também saudou seu encontro nesta sexta-feira com Aung San Suu Kyi, uma vez passada a cúpula regional de Naypyidaw, para "ouvir o que ela acha da reforma constitucional e das eleições do próximo ano".

Obama também citou a falta de um acordo de paz com as rebeliões étnicas e os "testemunhos de execuções extrajudiciais, estupros e trabalhos forçados" nas áreas de conflito entre o exército e os rebeldes.

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