Obama pede debate civilizado após massacre no Arizona

Presidente dos EUA quer debate que impeça a crescente polarização no país

Tucson, EUA - O presidente americano, Barack Obama, pediu nesta quarta-feira um debate público mais civilizado nos Estados Unidos, ao discursar na cerimônia em homenagem às vítimas do massacre em Tucson.

Obama advertiu ainda contra a tentação de se encontrar "explicações simples" ao massacre no Arizona, onde um jovem atirou contra uma deputada democrata, matando seis pessoas e ferindo outras 14.

"No momento em que nosso discurso se torna fortemente polarizado, no momento em que estamos excessivamente dispostos a colocar a culpa por tudo que nos aflige nos que não pensam como nós, é importante fazer uma pausa e garantir que conversamos de uma maneira que cure, e não de uma maneira que fira", disse o presidente.

"Se esta tragédia provoca reflexão e debate, como deve ser, vamos garantir que seja digno daqueles que perdemos. Vamos assegurar que não seja no plano comum da política, para marcar posição".

Segundo o presidente, "apenas um discurso público mais civilizado e honesto pode nos ajudar a enfrentar os desafios como Nação, de uma maneira que nos faça sentir orgulhosos".

"As coisas ruins existem, mas temos que ter cuidado para não encontrar explicações simples para o que ocorreu", disse Obama no funeral público realizado na Universidade do Arizona, em Tucson.


Em outro trecho do discurso, Obama revelou que a deputada americana Gabrielle Giffords, principal alvo do ataque e ferida gravemente, "abriu os olhos pela primeira vez".

O presidente disse que visitou Giffords no Centro Médico da Universidade do Arizona e que minutos após sair de seu quarto, onde permaneciam outros congressistas, "Gabby abriu os olhos pela primeira vez."

"Gabby abriu os olhos e posso lhes dizer que ela sabe que estivemos lá. Ela sabe que a amamos. Ela sabe que estamos lhe apoiando no que, sem dúvida, será uma viagem difícil".

Em um dos momentos mais emotivos do discurso, o presidente afirmou que Christina Taylor Green, a menina de nove anos morta no massacre, o faz pensar em "todos os nossos filhos".

"Em Christine, todos nós vemos os nossos filhos. Curiosos, cheios de confiança, com energia e repletos de magia".

Obama lembrou como Christina, que nasceu em 11 de setembro de 2001, integrava o álbum daquelas poucas crianças que chegaram ao mundo neste trágico dia para os Estados Unidos.

Milhares de pessoas compareceram ao centro de convenções da Universidade do Arizona para a homenagem às vítimas do massacre, incluindo o astronauta Mark Kelly, marido de Giffords, que se sentou na primeira fila, ao lado da primeira-dama, Michelle Obama.

Entre os presentes também estavam as pessoas que dominaram Jared Loughner, autor dos disparos, logo após o massacre.

A tragédia em Tucson ocorreu no sábado passado, no estacionamento de um supermercado, quando Jared Loughner, de 22 anos, atirou contra Giffords e o grupo em torno da deputada.

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