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Obama e Erdogan discutem protestos turcos e Síria

Segundo Casa Branca, presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro turco conversaram nesta semana sobre a recente agitação na Turquia

Manifestantes anti-governo em uma passeata em Istambul, na Turquia (Umit Bektas/Reuters)

Manifestantes anti-governo em uma passeata em Istambul, na Turquia (Umit Bektas/Reuters)

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Da Redação

25 de junho de 2013, 14h51

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, conversaram nesta semana sobre a recente agitação na Turquia, disse a Casa Branca na terça-feira, discutindo a situação pela primeira vez desde que os protestos começaram no final de maio.

Em um telefonema na segunda-feira, "os dois líderes discutiram a importância da não violência e do direito à liberdade de expressão e reunião e de uma imprensa livre", disse a Casa Branca em um comunicado.

Os Estados Unidos expressaram repetidamente preocupação com a repressão dos protestos pelo governo turco, mas o telefonema de segunda-feira foi a primeira vez que os dois líderes conversaram diretamente desde que o conflito começou.

Os protestos começaram quando a polícia usou a força contra os manifestantes que se opunham a planos de construir no Parque Gezi de Istambul, mas rapidamente evoluíram para uma demonstração de ira contra o que os críticos dizem ser o autoritarismo crescente de Erdogan.

Na terça-feira, os protestos contra o governo continuavam enquanto a polícia detinha 20 pessoas na capital Ancara. Até agora, quatro pessoas foram mortas e 7.500 ficaram feridas, estima a Associação Médica Turca.

Erdogan descreveu os protestos como um complô contra a Turquia e defendeu a resposta policial, que incluiu canhões de água e gás lacrimogêneo.

Obama e Erdogan também discutiram a Síria, "inclusive o uso pelo regime de armas químicas contra seu próprio povo", disse a Casa Branca.

Os dois líderes disseram que estavam comprometidos a "buscar uma solução política" na Síria e a necessidade de apoiar grupos de oposição "para melhorar sua eficácia", dizia o comunicado.