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Obama diz que estigmatizar muçulmanos faz jogo do extremismo

Na luta contra o grupo Estado Islâmico, "nossos aliados mais importantes são os muçulmanos", declarou o presidente

Presidente americano Barack Obama na Argentina - 23/03/2016 (David Fernandez/ Reuters)

Presidente americano Barack Obama na Argentina - 23/03/2016 (David Fernandez/ Reuters)

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Da Redação

Publicado em 26 de março de 2016 às 10h08.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste sábado que "estigmatizar" os muçulmanos é fazer o jogo dos extremistas, "que querem que nos enfrentamos entre nós", uma crítica implícita às propostas dos candidatos republicanos à Casa Branca.

Na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI), "nossos aliados mais importantes são os muçulmanos", declarou em seu discurso semanal, após os ataques de terça-feira em Bruxelas, reivindicados pelo EI, que fizeram 31 mortos e cerca de 300 feridos.

Obama expressou suas condolências aos dois americanos mortos nesses ataques, durante os quais pelo menos 14 outros ficaram feridos.

"Devemos rejeitar qualquer tentativa de estigmatizar os muçulmanos americanos" e elogiar "suas enormes contribuições para o nosso país e nosso modo de vida", disse Obama.

"Estas tentativas são contrárias à nossa natureza, nossos valores e nossa história como nação, construída sobre a ideia de liberdade religiosa", ressaltou o presidente.

"Também são contraproducentes. Fazem o jogo dos terroristas, que querem que nos enfrentamos entre nós. Eles precisam de razões para recrutar mais pessoas para a sua causa de ódio".

Os dois principais candidatos à indicação republicana para a eleição presidencial de novembro, Donald Trump e Ted Cruz, apoiam a ideia de que a polícia patrulhe bairros muçulmanos.

Trump também quer proibir temporariamente a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos por medo de que um extremista se esconda entre eles.

Obama reconheceu que o EI "representa uma ameaça para todo o mundo civilizado", mas prometeu que "os terroristas fracassarão".

Ele também cumprimentou a eliminação pelos Estados Unidos do número dois da organização jihadista, Abdel Rahmane al-Qaduli, anunciada na sexta-feira.

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