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Obama anunciará amanhã plano para controlar armas

Porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, informou nesta terça-feira que o líder discursará na tarde de amanhã junto com o vice-presidente Joseph Biden


	O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: Obama quer uma "resposta integral" ao problema das armas no país
 (Brendan Smialowski/AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama: Obama quer uma "resposta integral" ao problema das armas no país (Brendan Smialowski/AFP)

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Da Redação

Publicado em 15 de janeiro de 2013 às 19h38.

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentará amanhã um pacote de medidas para endurecer o controle de armas, entre elas a proibição dos rifles de assalto, e até 19 ações que poderia tomar sem o aval do Congresso.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, informou nesta terça-feira que o líder discursará na tarde de amanhã junto com o vice-presidente Joseph Biden, em cujas recomendações se baseou para desenhar a estratégia.

Obama quer uma "resposta integral" ao problema das armas no país e por isso pedirá "ações legislativas específicas" ao Congresso, "incluída a proibição de armas de assalto e uma medida para proibir os carregadores de alta capacidade", antecipou Carney.

Também proporá "um esforço para acabarm com os grandes resquícios no sistema de revisão de antecedentes" para a compra de armas que existe no país, assinalou.

No entanto, como adiantou o próprio Obama em entrevista coletiva na segunda-feira, o presidente está decidido a tomar certas medidas por sua conta, através de decretos presidenciais que não requerem o sinal verde do Congresso.

As recomendações entregues por Biden na segunda-feira detalhavam 19 ações que Obama poderia tomar por essa via, segundo indicaram hoje vários dos congressistas que se reuniram com o vice-presidente para tratar o assunto.


Entre elas está a possibilidade de fazer uma pesquisa em nível nacional sobre o problema, que seria encomendada aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), razão pela qual se prevê que a saúde mental seja um importante componente na mesma.

Também se cogita centralizar a informação sobre antecedentes que deve acompanhar as vendas de armas e melhorar as bases de dados dos mesmos para que sejam mais completos.

Outra ideia é nomear um diretor do Escritório de Álcool, Tabaco e Armas (ATF, na sigla em inglês), que está há seis anos sem um dirigente permanente.

Com um Congresso dividido sobre o assunto das armas e submetido à poderosa influência da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), é previsível que Obama tenha que empregar boa parte de seu capital político para levar adiante seu plano.

Biden reconheceu na segunda-feira perante os congressistas que por enquanto não há uma estratégia clara do Governo para a batalha que se aproxima, mas lembrou a possibilidade de recorrer ao aparato político da campanha de reeleição de Obama.

"Disse que (seu trabalho) se centrou principalmente nas medidas e que a estratégia política do assunto ainda não foi elaborada. Nos lembrou que a infraestrutura de sua campanha segue estando acessível", declarou a congressista democrata Jackie Speier à revista "Politico".


No anúncio de amanhã estarão presentes crianças de todo o país que enviaram cartas a Obama por causa do massacre de Connecticut para expressar sua preocupação pela violência derivada das armas e a segurança nos colégios, segundo Carney.

O tiroteio de Newtown, onde há um mês um jovem matou 27 pessoas, entre elas 20 crianças, antes de suicidar-se, mudou a percepção de muitos americanos sobre o problema das armas, e, segundo uma pesquisa do jornal "Washington Post", 52% dos cidadãos apoia agora mais que antes as medidas de controle de armas.

Ao mesmo tempo, o medo a medidas mais restritivas acelerou a venda de armas no último mês e a NRA assegurou hoje que viu um aumento "sem precedentes" na inscrição de novos membros ao grupo, com 250 mil no último mês.

O presidente da NRA, David Keene, garantiu neste domingo que o grupo tem a influência suficiente para impedir que o Congresso aprove a proibição dos rifles de assalto proposta por Obama.

Essa proibição já esteve em vigor entre 1994 e 2004, ano no qual expirou a lei assinada a esse respeito pelo ex-presidente Bill Clinton, sem que houvesse tentativas para renová-la.

A NRA insiste na necessidade de respeitar a segunda emenda da Constituição, que garante o direito a portar armas, algo que Obama assegura que fará.

"Obama acredita e sabe que a maioria dos proprietários de armas são altamente responsáveis, que compram armas legalmente e as usam de forma segura", e que a maioria deles apoia "medidas de bom senso" para impedir o acesso às armas de pessoas que não deveriam tê-lo, concluiu Carney.

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