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O que os EUA fizeram com os restos mortais do líder do Estado Islâmico?

Segundo dois funcionários do Departamento de Defesa, restos mortais de Abu Bakr al Baghdadi tiveram o mesmo fim que o corpo de Osama Bin Laden, em 2011

Abu Bakr al Baghdadi: protestantes queimaram bandeira com imagem do líder do Estado Islâmico  (Hindustan Times/Getty Images)

Abu Bakr al Baghdadi: protestantes queimaram bandeira com imagem do líder do Estado Islâmico (Hindustan Times/Getty Images)

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EFE

Publicado em 28 de outubro de 2019 às 18h01.

Washington — Os restos mortais do líder do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Baghdadi, foram eliminados após a comprovação de sua identidade, informou nesta segunda-feira o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Baghdadi se matou na noite do último sábado durante uma operação militar americana no noroeste da Síria. Ao ser localizado em um imóvel e após um confronto entre combatentes do Estado Islâmico e militares dos EUA, o líder terrorista fugiu por um túnel, levando três crianças. Ao ser acuado por cães militares, ele detonou um colete de explosivos que usava, cometendo suicídio e causando a morte dos três menores.

"Os restos mortais de Baghdadi foram levados para uma instalação segura para confirmar sua identidade com exames de DNA, e a eliminação deles foi realizada de forma completa e de maneira apropriada", afirmou o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Mark Milley, em entrevista coletiva no Pentágono.

Milley não detalhou o processo usado para eliminar os restos mortais, mas disse que existem vídeos e fotos do momento do ataque das forças americanas ao imóvel onde estava Baghdadi, perto da fronteira da Síria com a Turquia.

Segundo dois funcionários do Departamento de Defesa citados hoje pela rede de televisão "CNN", os restos mortais do fundador do EI foram lançados ao mar, o mesmo protocolo usado após a morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, em 2011, embora o Pentágono não o confirme.

Milley concedeu a entrevista ao lado do secretário de Defesa, Mark Esper, que classificou como "valente" a decisão do presidente do país, Donald Trump, de dar sinal verde a uma operação tão complicada em território sírio.

O chefe do Pentágono disse que a morte de Baghdadi representa um "golpe devastador" contra o EI, embora tenha alegado que a situação de segurança na Síria "continua complexa".

Com a morte de Baghdadi, foi fechado um capítulo de vários anos de perseguição a um dos homens mais procurados pelos EUA depois que proclamou, em junho de 2014, um califado em amplas regiões de Síria e Iraque.

O grupo perdeu pouco a pouco seu domínio nos dois países, e em março deste ano viu cair seu último reduto, Al Baghuz, no leste da Síria.

O anúncio da morte do terrorista aconteceu poucos dias depois de os EUA terem reduzido a presença na região e de Trump ter anunciado uma polêmica retirada de tropas que atuavam na Síria.

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