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"Número 2" do FBI renuncia do cargo nos EUA

A saída de McCabe do FBI, que ainda não foi confirmada oficialmente, acontece depois que ele recebeu numerosas críticas por parte de Trump

Andrew McCabe: Ele foi o braço direito do diretor James Comey, demitido em 2017 pelo presidente dos EUA (Andrew Harrer/Bloomberg)
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EFE

Publicado em 29 de janeiro de 2018 às 16h36.

Última atualização em 29 de janeiro de 2018 às 19h22.

Washington - O vice-diretor do FBI , a polícia federal dos Estados Unidos, Andrew McCabe, renunciou nesta segunda-feira ao cargo e deixará oficialmente a agência em março.

A saída de McCabe, confirmada à Agência Efe por uma fonte com conhecimento do caso e ainda não confirmada oficialmente, ocorre depois de várias críticas do presidente do país, Donald Trump.

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McCabe foi braço direito do ex-diretor do FBI James Comey, demitido por Trump no ano passado. Os dois lideraram a investigação aberta contra a democrata Hillary Clinton pelo uso de um servidor privado de e-mail quando era secretária de Estado.

O vice-diretor do FBI, de 47 anos, tinha intenção de se aposentar em março, mas decidiu usar "férias acumuladas" durante os próximos dois meses. Ele continuará recebendo no período, mas já não mais exercerá o cargo, explicou a fonte ouvida pela Efe.

Dessa forma, McCabe deixará o FBI em março, quando cumprirá todos os requisitos necessários para poder se aposentar.

Nos últimos meses, o vice-diretor esteve no centro das tensões entre a Casa Branca e o FBI, questionado várias vezes por Trump.

O jornal "The Washington Post" revelou no início deste mês que Trump chamou McCabe no Salão Oval da Casa Branca e perguntou em quem o vice-diretor tinha votado nas eleições presidenciais de 2016.

Esse encontro, segundo o jornal, ocorreu depois de Trump anunciar a demissão de Comey, que liderava a investigação sobre as possíveis ligações da Rússia com membros da campanha do presidente.

Trump foi ao Twitter em várias oportunidades atacar McCabe por causa das doações recebidas pela esposa do FBI diretor do FBI, Jill McCabe, que foi candidata democrata ao Senado da Virgínia em 2015.

Jill recebeu cerca de US$ 675 mil de duas entidades ligadas ao governador da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, descrito como o "melhor amigo" do ex-presidente Bill Clinton e, portanto, uma pessoa próxima a Hillary Clinton, a adversária de Trump nas eleições.

Enquanto Jill era candidata ao Senado da Virgínia, McCabe participava da investigação que o FBI abriu contra Hillary.

Ao ser questionado sobre a renúncia de McCabe hoje, Trump não fez nenhum comentário.

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