Nova tempestade de areia no Iraque deixa um morto e milhares com problemas

É a sétima tempestade de areia que atinge o Iraque em um mês, segundo o Ministério da Saúde
Veículo circula por Bagdá: cidade foi novamente afetada por uma tempestade de areia neste 5 de maio (AFP/AFP)
Veículo circula por Bagdá: cidade foi novamente afetada por uma tempestade de areia neste 5 de maio (AFP/AFP)
Por Da redação, com agênciasPublicado em 05/05/2022 15:03 | Última atualização em 05/05/2022 15:03Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Uma nova tempestade de areia no Iraque nesta quinta-feira, 5, deixou ao menos uma vítima, que não resistiu aos problemas respiratórios. Mais de 5.000 procuraram hospitais em decorrência da tempestade.

É a sétima tempestade de areia que atinge o país em um mês, segundo o Ministério da Saúde.

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A vítima e as demais pessoas afetadas tiveram complicações por problemas respiratórios causados pela tempestade.

Os habitantes de sete províncias iraquianas, entre elas a capital Bagdá e a região semidesértica de Al-Anbar, no oeste, se viram cobertas por uma espessa nuvem alaranjada, com a areia invadindo as casas.

"Foi registrado um morto em Bagdá e (os hospitais) receberam 5.000 pessoas até agora", anunciou o porta-voz do ministério da Saúde, Seif al-Badr, em um comunicado.

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Frequência de tempestades no Iraque

Quinto maior produtor de petróleo do mundo, atrás dos Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá, o Iraque vem sofrendo com fortes tempestades de areia desde abril.

Embora o fenômeno seja comum nos países do Oriente Médio, a proporção que tem atingido e sua frequência tem alarmado os especialistas.

O aumento da quantidade e a extensão das tempestades vem acontecendo em função da "desertificação, redução do volume de chuvas e secas", segundo Amer al-Jabri, diretor do órgão de meteorologia do Iraque.

Com altas temperaturas, que não raro chegam a 50ºC nos meses de verão e período prolongados de seca, o Iraque é considerado um país especialmente vulnerável às mudanças climáticas.

Um estudo do Banco Mundial aponta que o país pode sofrer uma redução de 20% no volume de chuvas até 2050.

(Com informações da AFP)