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No Vietnã, Kamala Harris doa vacinas e pede pressão contra a China

Doação de vacinas contra a covid dos EUA para o Vietnã chega a 6 milhões de doses, além de US$ 23 milhões em recursos para combater a pandemia

Os EUA manterão "uma forte presença no Mar do Sul da China" para desafiar a China, afirmou Kamala (EVELYN HOCKSTEIN/AFP)

Os EUA manterão "uma forte presença no Mar do Sul da China" para desafiar a China, afirmou Kamala (EVELYN HOCKSTEIN/AFP)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 25 de agosto de 2021 às 07h53.

Em visita ao Vietnã, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, afirmou que Washington enviará ao país asiático mais 1 milhão de doses de vacina contra a covid-19. Em um encontro bilateral com o primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, Kamala afirmou nesta quarta-feira (25) que as doses devem chegar nas próximas 24 horas.

Com a nova remessa, a doação de vacinas contra a covid dos EUA para o Vietnã chega a 6 milhões de doses. Além dos imunizantes, o governo americano repassará US$ 23 milhões em recursos ao Vietnã para ajudar a expandir a distribuição e o acesso às vacinas, a combater a pandemia do coronavírus e se preparar para futuras crises sanitárias.

As doações são parte de um amplo pacote de parcerias e suporte ao Vietnã anunciados durante a visita de Kamala ao país, em um giro de uma semana da vice-presidente a países do sudeste asiático. A viagem, que incluiu uma visita a Cingapura, é vista como uma forma de fortalecer as relações dos EUA para conter a influência chinesa na região.

 

(EVELYN HOCKSTEIN)

Os anúncios incluem ainda novos investimentos para ajudar o Vietnã na transição energética e na expansão do uso de veículos elétricos, uma redução de tarifas de exportações americanas de produtos agrícolas, e milhões em ajuda para remover explosivos não detonados, deixados no país durante a guerra do Vietnã.

Em encontro com o presidente vietnamita, Ngyuen Xuan Phuc, Kamala fez fortes críticas às incursões de Pequim no Mar do Sul da China, área disputada por diferentes países. "Precisamos, francamente, encontrar formas de pressão e de aumentar a pressão para que Pequim cumpra a Convenção das Nações Unidas para a Lei do Mar, e de desafiar o bullying chinês e suas disputas marítimas excessivas", disse a vice-presidente americana.

Segundo ela, os EUA manterão "uma forte presença no Mar do Sul da China" para desafiar a China. Declarações de Kamala em Cingapura já haviam despertado uma resposta chinesa na terça-feira, dia 24. 

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