Na França, Macron muda governo – e Louvre reabre

Macron deve apresentar nesta segunda os novos integrantes do ministério no mesmo dia em que o museu mais visitado do mundo volta a receber visitantes

Na França, dia de mudança de um lado, e de volta a rotina por outro, nesta segunda-feira. O dia será agitado para o governo de Emmanuel Macron. Hoje é esperado que o presidente francês e o novo primeiro-ministro recém nomeado, Jean Castex, apresentem os novos nomes dos políticos que vão compor o seu ministério.

A reforma ministerial ocorre pouco mais de uma semana depois de uma vitória acachapante do Partido Verde nas eleições municipais do país, derrotando o partido do presidente Emmanuel Macron, o République em Marche, em importantes cidades francesas, como Bordeaux, Lyon, Estrasburgo, Grenoble e Rouen.

Depois da derrota, Macron substituiu o então primeiro-ministro Edouard Phillipe por Jean Castex na sexta-feira (3), e trocou o ministério. O presidente diz querer buscar “um novo caminho” para reconstruir o país, após o prejuízo econômico causado pela pandemia do novo coronavírus.

Com a formação do novo ministério, a expectativa é que Macron e o primeiro-ministro Jean Castex tentem demonstrar uma maior preocupação com os temas ambientais e sociais que foram destaque nas eleições municipais. O presidente ainda tem quase 2 anos de mandato e tenta reconquistar a sua popularidade entre os franceses que o elegeram em 2017.

“Recuperar a economia, perseguir a reconstrução da nossa proteção social e do meio ambiente, restabelecer uma ordem republicana justa e defender a soberania europeia: essas são as nossas prioridades”, escreveu o presidente Macron em uma mensagem publicada no Twitter no domingo.

O Louvre reabre

Também nesta segunda-feira, uma das principais atrações turísticas da França, o Museu do Louvre, em Paris, reabre para o público depois de permanecer quase quatro meses fechado por causa da pandemia do coronavírus. Para evitar aglomerações, o museu adotou novos protocolos de segurança, incluindo um controle mais rígido de acesso à obra de arte mais famosa do mundo, Mona Lisa.

O quadro de Leonardo da Vinci costuma provocar tumulto pelo grande número de pessoas afoitas por uma selfie. Para reduzir a confusão, a Sala dos Estados, onde é exposta a obra, conta agora com portas separadas de entrada e saída, obrigando os visitantes a seguirem um itinerário único. Sinais no chão lembrarão as pessoas de manterem o distanciamento social. Os visitantes poderão entrar em uma das duas filas e ficar alguns minutos diante de Mona Lisa, a 3 metros de distância.

Todos os visitantes do Louvre devem levar sua própria máscara e reservar com antecedência um horário na bilheteria oficial do museu (www.ticketlouvre.fr). Algumas salas continuarão fechadas, mas não faltará o que ver: são mais de 32.000 obras distribuídas em 45.000 metros quadrados abertos ao público.

Inaugurado em 1793, o Louvre é o museu mais visitado do mundo. Recebe por ano cerca de 10 milhões de pessoas, número superior ao de turistas estrangeiros que visitam o Brasil a cada ano (menos de 7 milhões). Os estrangeiros representam em torno de 75% do público do Louvre. Com a União Europeia ainda fechada para a maioria dos países fora do continente, incluindo o Brasil, a previsão é que o museu receba este ano menos de 2 milhões de visitantes.

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