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Venezuela fecha multinacionais por suposta irregularidade fiscal

IBM e Microsoft são duas das companhias cujo fechamento temporário foi decretado pelo governo do país

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

A Seniat, órgão do governo venezuelano equivalente à Secretaria da Receita Federal, determinou o fechamento temporário de sete subsidiárias de empresas estrangeiras por supostas irregularidades fiscais. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira (6/10) e atingiu as operações da IBM, Microsoft, Nokia, Ericsson, Siemens, Honda e Bosch Rexroth. As companhias permanecerão fechadas por prazos que variam de um a dois dias.

Segundo o americano The Wall Street Journal, o governo alegou que as medidas fazem parte da política de zerar a evasão fiscal no país. Antonio Herrera, diretor geral da Câmara de Comércio Estados Unidos-Venezuela, afirmou que a interdição das multinacionais está sendo usada pelo governo para mostrar à população que não haverá exceções no combate às fraudes. "A Seniat está se esforçando para implantar uma cultura de pagamento de impostos na Venezuela e um dos modos de estabelecer sua autoridade é despertar um medo divino nos devedores", afirmou ao jornal.

Os advogados da Microsoft afirmam que o suposto desvio de conduta da empresa trata-se, na verdade, do arquivamento em um local errado de notas fiscais. Já a IBM decidiu não comentar o caso.

Essa não foi a primeira investida do presidente Hugo Chávez contra as empresas privadas. Há algumas semanas, as companhias do setor petrolífero também foram atingidas pela política fiscal de "tolerância zero" e receberam multas de centenas de milhões de dólares. Algumas petrolíferas estrangeiras alegaram que as investigações têm sido usadas para obter pesados royalties das empresas.

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