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Ministros se reúnem para analisar possível renúncia no Egito

Cinco ministros estão reunidos neste momento para estudar sua possível renúncia do gabinete, após crise iniciada pelos protestos contra Mohamed Mursi


	Protesto contra o presidente Mohamed Mursi no Cairo: grupo de ministros pode anunciar também sua ida para a oposição, que reivindica a saída imediata de Mursi e a convocação de eleições antecipadas
 (©afp.com / Gianluigi Guercia)

Protesto contra o presidente Mohamed Mursi no Cairo: grupo de ministros pode anunciar também sua ida para a oposição, que reivindica a saída imediata de Mursi e a convocação de eleições antecipadas (©afp.com / Gianluigi Guercia)

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Da Redação

1 de julho de 2013, 10h30

Cairo - Cinco ministros do governo egípcio estão reunidos neste momento para estudar sua possível renúncia do gabinete, após a crise iniciada pelos massivos protestos contra o presidente egípcio, Mohamed Mursi, informou à Agência Efe um presente na reunião.

Os titulares de Telecomunicações, Meio Ambiente, Assuntos Parlamentares, Turismo e Recursos Hídricos estão, segundo esta fonte, no Ministério de Telecomunicações, no Cairo, onde preparam um comunicado conjunto no qual prevê-se que anunciarão sua renúncia.

Os titulares de Turismo, Hisham Zaazu; Telecomunicações, Atef Helmi; Assuntos Parlamentares, Hatem Bagato; Meio Ambiente, Khaled Fahmi, e Recursos Hídricos, Abdelqaui Khalifa, fazem parte do setor de tecnocratas do governo, em que outros ministros têm um perfil mais favorável aos islamitas Irmandade Muçulmana.

Segundo fontes ligadas aos participantes da reunião disseram à agência oficial "Mena", vários deles insistem de maneira rotunda em sua intenção de renunciar e em não continuar no Executivo do primeiro-ministro, Hisham Qandil.

Além disso, esse grupo de ministros poderia anunciar sua passagem para as fileiras da oposição, que reivindica a saída imediata de Mursi e a convocação de eleições antecipadas, de acordo com as mesmas fontes.

Em paralelo, cinco senadores opositores da "Shura" (câmara alta) do Parlamento apresentaram hoje a renúncia a seus cargos, informou a "Mena".

As manifestações massivas que levaram ontem milhões de pessoas às ruas em todo o Egito são as maiores que vive o país desde a revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.