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Mesmo enquadrado, PT segue dividido sobre sigilo

A divisão ocorre porque o governo Dilma retirou o apoio pelo fim do sigilo eterno dos documentos oficiais ultrassecretos

Cedendo a pressões dos ex-presidentes da República José Sarney e Fernando Collor, o governo é contra a proposta e quer mudá-la no Senado (Wikimedia Commons)

Cedendo a pressões dos ex-presidentes da República José Sarney e Fernando Collor, o governo é contra a proposta e quer mudá-la no Senado (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 16 de junho de 2011 às 08h32.

São Paulo - Mesmo após ter sido enquadrada pelo Planalto, a bancada do PT no Senado permanece dividida. Parte se rebelou contra a orientação do governo de recompor o texto do projeto que regulamenta o acesso às informações oficiais. A divisão ocorre porque o governo retirou o apoio ao fim do sigilo eterno dos documentos oficiais ultrassecretos.

Dos 12 senadores ouvidos pela reportagem, 7 declararam-se contrários ao sigilo eterno dos documentos e 5 disseram que vão ouvir argumentos do governo para se posicionar. Marta Suplicy (PT-SP) não quis se posicionar e Aníbal Diniz (PT-AC) não foi localizado pela reportagem. O senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi o único que saiu em apoio ao texto defendido pelo Planalto.

A bancada, de 14 senadores, tinha decidido, na terça-feira, fechar questão a favor da liberação dos documentos e da proposta aprovada na Câmara, mas foi advertida pelo Planalto. O texto prevê que os documentos ultrassecretos sejam protegidos por um prazo máximo de 50 anos. Cedendo a pressões dos ex-presidentes da República José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), o governo é contra a proposta e quer mudá-la no Senado.

"Sou da geração que cresceu defendendo a liberdade, sou peremptoriamente contra o sigilo eterno. Isso vai na contramão de um Estado democrático", disse o senador João Pedro (PT-AM). Relator da proposta no Senado, Walter Pinheiro (PT-BA) avisou que não recuará de sua posição contra o sigilo eterno, mesmo se o Planalto intensificar a pressão contra a bancada. "Vamos trabalhar pela manutenção de nossos relatórios. É inaceitável alguém reclamar de um projeto que prevê segredo de 50 anos", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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