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Merkel e Obama consideram Rússia fundamental em cessar-fogo

Líderes concordaram que é 'fundamental' o papel que a Rússia pode desempenhar para conseguir um novo cessar-fogo na Ucrânia


	Separatistas na Ucrânia: Hollande e Merkel pediram que Putin faça valer influência perante separatistas
 (Shamil Zhumatov/Reuters)

Separatistas na Ucrânia: Hollande e Merkel pediram que Putin faça valer influência perante separatistas (Shamil Zhumatov/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 3 de julho de 2014 às 15h45.

Berlim - A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordaram nesta quinta-feira que é 'fundamental' o papel que a Rússia pode desempenhar para conseguir um novo cessar-fogo na Ucrânia, durável e aceito pelas partes em conflito.

Os líderes conversaram hoje por telefone, segundo a chancelaria de Berlim, e destacaram o papel que o governo de Moscou pode desempenhar para que os separatistas pró-russos do leste ucraniano acatem um cessar-fogo.

Além disso, a Rússia deve velar para que os insurgentes não tenham acesso a novas provisões de armas ou de soldados através de seu território, acrescentou chancelaria em comunicado.

A conversa de Obama e Merkel seguiu à mantida anteriormente em três partes entre a chanceler, o presidente francês, François Hollande, e o russo, Vladimir Putin, em que se pressionou este último para que possibilite a aplicação do acordo alcançado na véspera em Berlim para resolver a crise ucraniana.

Segundo um comunicado divulgado pela Chancelaria, Hollande e Merkel também pediram que Putin faça valer sua influência perante os separatistas pró-russos para que estes se disponham a negociar e a alcançar um acordo com as autoridades ucranianas.

O presidente francês e a chanceler alemã lembraram também a necessidade que se liberte os reféns de ambos lados que sigam retidos, e apoiaram o dispositivo proposto em Berlim para controlar a fronteira russo-ucraniana.

Moscou e Kiev se comprometeram ontem a trabalhar juntos para conseguir um novo cessar-fogo, respeitado por ambas partes e sob a supervisão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em meio a uma iniciativa diplomática lançada da Alemanha para conter a explosiva situação no leste da Ucrânia. EFE

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