Mundo

Mercosul avalia reentrada da Venezuela após saída de Maduro do governo

Bloco pode rever suspensão do país após saída de Maduro e avanço nas relações com EUA e FMI

Publicado em 23 de abril de 2026 às 11h03.

Última atualização em 23 de abril de 2026 às 12h03.

Priorizar nos meus resultados Google

O Mercosul deve rediscutir a suspensão da Venezuela após mudanças políticas no país, afirmou o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin.

Segundo a Bloomberg, sinalização ocorre após a saída de Nicolás Maduro do poder, em um contexto que tem levado países da região a reavaliar o isolamento de Caracas. Segundo Alckmin, a Venezuela vive um “momento diferente”, o que abre espaço para revisar sua situação dentro do bloco.

A Venezuela foi suspensa do Mercosul em 2017 por descumprir a cláusula democrática e compromissos econômicos. Para retornar, será necessário consenso entre os membros — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — além de uma nova avaliação sobre o cumprimento dessas regras.

A reaproximação com instituições ocidentais ganhou força após Delcy Rodríguez assumir interinamente e iniciar esforços para reconstruir relações com os Estados Unidos. O Fundo Monetário Internacional já sinalizou a retomada de contatos formais, abrindo caminho para eventual acesso a financiamento multilateral.

Investimentos e alívio de sanções

Caracas também busca atrair investimento estrangeiro para os setores de energia e mineração, com apoio dos EUA. O presidente Donald Trump flexibilizou sanções sobre entidades financeiras e autorizou novas licenças para empresas petrolíferas americanas expandirem operações no país.

O debate ocorre em meio a um reposicionamento mais amplo do Mercosul. O bloco avança na implementação provisória do acordo comercial com a União Europeia, prevista para começar em 1º de maio. O governo brasileiro estima que o tratado pode elevar as exportações do país ao bloco europeu em cerca de 13%.

Além disso, o Mercosul discute sua expansão. A Bolívia foi aceita como membro pleno em 2024 e está em processo de adaptação às regras do bloco, enquanto a Colômbia busca adesão completa.

Segundo Alckmin, o comércio entre países da América Latina representa menos de 30% do total da região — percentual inferior ao de outras áreas, como América do Norte, Europa e Sudeste Asiático.

Para o governo brasileiro, aprofundar a integração regional é essencial para ampliar a competitividade e reduzir a dependência de mercados externos.

Acompanhe tudo sobre:MercosulVenezuela

Mais de Mundo

Trump diz que acordo com o Irã 'pode acontecer' após avanço nas negociações

Ataques russos deixam ao menos 24 mortos na Ucrânia após fim de trégua mediada pelos EUA

Às vésperas das eleições nos EUA, Trump pede à Suprema Corte suspensão de 20 mil votos na Califórnia

Midterms 2026: os sete estados que vão decidir o Senado dos EUA e o futuro de Trump