Mega tempestade de areia engole carros e voos no Iraque; veja vídeo

Quinto maior produtor de petróleo do mundo, país fecha aeroportos neste domingo e segunda, dia 2, e registra hospitalizações por crises respiratórias
Tempestade de areia em Bagdá, no Iraque, fecha aeroportos e provoca hospitalizações (Getty Images/Ameer Al-Mohammedawi/picture alliance via Getty Images)
Tempestade de areia em Bagdá, no Iraque, fecha aeroportos e provoca hospitalizações (Getty Images/Ameer Al-Mohammedawi/picture alliance via Getty Images)
Por Carla AranhaPublicado em 02/05/2022 11:52 | Última atualização em 02/05/2022 12:01Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Uma tempestade de areia de grandes proporções foi registrada em boa parte do Iraque no domingo, dia 1º, e nesta segunda, dia 2. O fenômeno atingiu a capital Bagdá e cidades importantes como Najaf, com mais de 1 milhão de habitantes. Voos precisaram ser cancelados e dezenas de pessoas foram hospitalizadas por causa de dificuldades respiratórias. A onda de poeira cobriu casas e carros, segundo relatos locais.

Em Najaf, um dos maiores centros de peregrinação dos muçulmanos, pelo menos 63 pessoas precisaram ser hospitalizadas, segundo informações das autoridades locais. Na província de Ambar, a maior do Iraque, houve 20 internações em função de problemas respiratórios causados pela tempestade de areia.

Quinto maior produtor de petróleo do mundo, atrás dos Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá, o Iraque vem sofrendo com fortes tempestades de areia desde abril. Embora o fenômeno seja comum nos países do Oriente Médio, a proporção que tem atingido e sua frequência tem alarmado os especialistas. O aumento da quantidade e a extensão das tempestades vem acontecendo em função da "desertificação, redução do volume de chuvas e secas", segundo Amer al-Jabri, diretor do órgão de meteorologia do Iraque.

Com altas temperaturas, que não raro chegam a 50ºC nos meses de verão e período prolongados de seca, o Iraque é considerado um país especialmente vulnerável às mudanças climáticas. Um estudo do Banco Mundial aponta que o país pode sofrer uma redução de 20% no volume de chuvas até 2050.

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