Ciência

Médicos testam energia solar em equipamento para hemodiálise

Após 12 meses de uso do método, os médicos obtiveram uma redução de 76,5% no consumo de energia dos equipamentos que realizam a limpeza no sangue humano

A opção, além de ser mais ecológica, é também mais barata, pois os aparelhos de hemodiálises utilizam muita água e energia elétrica (Wikimedia Commons)

A opção, além de ser mais ecológica, é também mais barata, pois os aparelhos de hemodiálises utilizam muita água e energia elétrica (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de janeiro de 2012 às 16h43.

São Paulo - O tratamento de hemodiálise na Austrália ganhou uma alternativa sustentável. Os responsáveis pela novidade são três cientistas que criaram um programa capaz de utilizar energia solar nas máquinas que filtram as impurezas do sangue dos pacientes.

Se depender dos cientistas, a redução no consumo de energia dos equipamentos está garantida. A opção, além de ser mais ecológica, é também mais barata, pois os aparelhos de hemodiálises utilizam muita água e energia elétrica.

Após 12 meses de uso do método, os médicos obtiveram uma redução de 76,5% no consumo de energia dos equipamentos que realizam a limpeza no sangue humano, quando o rim do paciente já não é mais capaz de fazê-lo.

Todos os testes ocorreram no centro médico Barlow Health, na cidade de Geelong, no sudeste do país. O trio de médicos conscientes justifica a busca por métodos alternativos citando a degradação ambiental e as mudanças climáticas. Além disso, eles defendem a conservação de água e controle no despejo de dejetos ligados aos tratamentos renais.

Geralmente, as sessões de tratamento demoram até cinco horas e ocorrem três vezes por semana. Quase dois milhões de pessoas no mundo necessitam de algum tipo de tratamento de hemodiálise, a maioria por sofrer de insuficiência renal crônica.

O trabalho dos médicos foi divulgado pela Sociedade Americana de Nefrologia e será divulgado em uma revista médica da instituição em 19 de janeiro de 2012.

Acompanhe tudo sobre:InfraestruturaSustentabilidadeEnergiaEnergia solarMedicina

Mais de Ciência

Rússia diz que drone ucraniano atingiu maior usina nuclear da Europa

Irã diz ter controle total do Estreito de Ormuz e ameaça responder a interferência militar

Hantavírus: navio de cruzeiro volta a operar após aprovação de autoridades de saúde

Suspeita de Ebola no Brasil: há chance de virar pandemia?