Marcha das Mulheres 2018 mira barreiras políticas

ÀS SETE - Ação ocorre em um momento em que o movimento feminista ganhou mais frentes de reivindicações

As mulheres saem em protesto por todo o mundo neste fim de semana para a segunda edição do Women’s March.

Quando o movimento tomou as ruas pela primeira vez, um dia após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, em janeiro de 2017, tornou-se a maior mobilização da história americana, com mais de 3,3 milhão de participantes em dezenas de cidades. Agora, a pauta cresceu, e o movimento feminista ganhou mais frentes de reivindicações.

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No início deste ano, as estrelas de Hollywood voltaram os holofotes para o movimento Time’s Up!, fundado para dar suporte às vítimas de violência sexual na indústria cinematográfica, durante a premiação do Globo de Ouro.

Em dezembro, as mulheres que quebraram o silêncio contra o assédio usando a hashtag #metoo (eu também), revelando histórias pessoais e denunciando agressores como o cineasta Harvey Weinstein, foram eleitas as pessoas do ano pela revista TIME.

A primeira Women’s March mostrou como a luta de mulheres ganhou as massas, e como mulheres que antes não estavam tão engajadas começaram a ter mais noção da necessidade de atuar civicamente.

Mais de 600 marchas ganharam o mundo, e a expectativa é de que o número de protestos cresça este ano. O foco deve ser o incentivo à participação de mulheres na política, inclusive entrando na disputa por cargos em eleições.

Em Washington DC, a marcha deve seguir em direção à Casa Branca por volta das 13h, neste sábado.

A resistência a Trump segue justificada: ele foi o presidente a nomear maior número de homens no Executivo nas últimas décadas, as mulheres precisam reunir mais provas para denunciar casos de assédio em universidades, o acesso grátis a contraceptivos no sistema de saúde foi limitado, dentre outras medidas.

Países com Zâmbia, Austrália e Brasil também devem receber a marcha das mulheres neste fim de semana.

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