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Maduro recebe enviado de Xi Jinping em meio a tensão com os EUA

China denuncia sanções contra a Venezuela e classifica operação dos EUA como ilegal

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 20h42.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recebeu nesta sexta-feira, 2, em Caracas, o enviado especial do presidente da China, Xi Jinping.

A visita ocorre no momento em que os Estados Unidos intensificam sua presença militar no Caribe sob o pretexto de combater o narcotráfico — ação considerada uma ameaça por Caracas.

O representante chinês, Qiu Xiaqi, foi recebido no Palácio de Miraflores, com a presença da vice-presidente executiva Delcy Rodríguez, do chanceler Yván Gil e do embaixador da China na Venezuela, Lan Hu.

Segundo a emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV), a reunião teve como objetivo revisar os mais de 600 acordos de cooperação bilateral mantidos entre os dois países.

China denuncia sanções e reforça apoio a Caracas

Desde o ano passado, a China tem elevado o tom contra os EUA. Pequim critica a presença aeronaval americana na região e acusa Washington de violar o direito internacional após a apreensão de petroleiros com petróleo venezuelano.

Em 22 de dezembro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, classificou as sanções unilaterais contra a Venezuela como ilegais, reforçando que Caracas tem o direito de manter acordos com países parceiros, com base em cooperação mútua e independente.

Ataque com drones e resposta venezuelana

Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma operação militar contra uma "grande instalação" supostamente ligada a uma rede de narcotráfico liderada pela Venezuela.

Embora não tenha detalhado a localização no primeiro momento, Trump indicou depois que o alvo foi um cais. Segundo o jornal The New York Times, a CIA conduziu um ataque com drones a uma instalação portuária venezuelana. O governo de Maduro não confirmou nem negou a informação.

Em pronunciamento na quinta-feira, 28, o presidente venezuelano afirmou que as Forças Armadas do país “garantiram e garantirão a integridade territorial da Venezuela”.

*Com informações da EFE

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