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Macron se coloca como principal opositor de dirigentes húngaro e italiano

O presidente francês afirmou que não vai ceder aos nacionalistas e àqueles que pregam discursos de ódio sobre os imigrantes

Macron: no dia 20 de setembro será realizado um Conselho Europeu sobre imigração na Áustria (Philippe Wojazer/Reuters)

Macron: no dia 20 de setembro será realizado um Conselho Europeu sobre imigração na Áustria (Philippe Wojazer/Reuters)

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AFP

Publicado em 29 de agosto de 2018 às 12h03.

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O presidente francês, Emmanuel Macron, respondeu nesta quarta-feira (29) aos dirigentes húngaro, Viktor Orban, e italiano, Matteo Salvini, que "têm razão" ao considerarem-no seu "principal opositor" na Europa em matéria de migração.

"Não cederei frente aos nacionalistas e àqueles que pregam discursos de ódio. Se quiseram ver na minha pessoa seu principal opositor, têm razão", declarou Macron à imprensa durante uma visita à Dinamarca.

Em Milão, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, chamou de "herói" o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, e considerou Macron seu principal adversário na Europa.

"Atualmente, há dois campos na Europa, e um está liderado por Macron", disse Orban, acusando o presidente francês de estar "à frente de forças políticas que apoiam a imigração", enquanto o que ele quer é "deter a imigração ilegal".

"Nos próximos dias e meses, teremos que tomar decisões profundas para tratar a questão da migração. Isso implica sermos sérios e responsáveis, mantendo-nos fiéis aos nossos valores, como o direito de asilo, com uma verdadeira política a respeito dos países de origem e no nível interno", afirmou Macron.

Em 20 de setembro, será realizado em Salzburgo um Conselho Europeu sobre este tema, o qual divide os 27, a alguns meses das eleições para o Parlamento Europeu. A migração terá um papel importante na disputa.

"Estrutura-se uma oposição forte entre nacionalistas e progressistas" na Europa, acrescentou o presidente francês, em viagem por Dinamarca e Finlândia para buscar aliados para constituir um "arco progressista" na Europa.

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