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Macri amplia coalizão chamando líder peronista para vice

"Quero anunciar que Miguel Ángel Pichetto me acompanhará como candidato a vice-presidente da Nação", escreveu Macri nas redes sociais

Mauricio Macri: chapa Macri-Pichetto enfrentará a de Alberto Fernández-Cristina Kirchner, que representa os setores de centro-esquerda do peronismo (Ueslei Marcelino/Reuters)

Mauricio Macri: chapa Macri-Pichetto enfrentará a de Alberto Fernández-Cristina Kirchner, que representa os setores de centro-esquerda do peronismo (Ueslei Marcelino/Reuters)

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AFP

Publicado em 11 de junho de 2019 às 20h56.

O presidente argentino, Mauricio Macri, decidiu ampliar sua coalizão de governo ao escolher nesta terça-feira um dos líderes peronistas do Senado para acompanhá-lo na sua chapa como vice-presidente na disputa eleitoral de 27 de outubro.

"Quero anunciar que Miguel Ángel Pichetto me acompanhará como candidato a vice-presidente da Nação", escreveu Macri em seu perfil no Twitter.

Em uma jogada política surpreendente, o presidente liberal que aspira à reeleição optou pelo chefe do bloco Justicialista Federal (peronista de direita) no Senado. É um advogado de 68 anos, feroz inimigo político da ex-presidente e senadora opositora Cristina Kirchner.

A chapa Macri-Pichetto enfrentará a de Alberto Fernández-Cristina Kirchner, que representa os setores de centro-esquerda do peronismo.

"Precisamos construir acordos com muita generosidade e patriotismo onde todos os argentinos que compartilham esses valores contribuam de seus lugares", disse Macri em sua mensagem.

Até agora a coalizão de governo Cambiemos unificava a social-democrata União Cívica Radical ao partido de direita Proposta Republicana (PRO).

Pichetto foi um dos aliados do ex-presidente peronista de direita Carlos Menem (1989-99) no Senado, mas depois migrou para o kirchnerismo no governo de Néstor Kirchner (2003-2007).

No final do segundo governo de Cristina Kirchner (2007-2011 e 2011-2015), Pichetto passou para a oposição. Desde então, ele apoiou as iniciativas de lei de Macri e foi seu maior aliado no Senado.

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