Lockdown na Alemanha será mantido até quando for necessário, diz Merkel

Para as autoridades alemãs, é apenas uma questão de tempo antes que as novas variantes se disseminem pelo país e reverta o atual cenário de estabilidade

Após anunciar que a Alemanha irá estender o lockdown até 7 de março, em uma tentativa de controlar a disseminação de novas variantes do coronavírus, na quarta-feira, 10, a chanceler Angela Merkel afirmou que a medida não "será mantida um dia a mais do que o necessário".

Segundo Merkel, o objetivo é "suspender as restrições apenas quando justificado", ou seja, quando a tendência de infecção do vírus for revertida para que não haja sobrecarga do sistema de saúde. Na visão das autoridades alemãs, é apenas uma questão de tempo antes que as novas variantes se disseminem pelo País e reverta o atual cenário de estabilidade. "Isso poderia destruir todo o progresso que fizemos", afirmou Merkel.

Ontem, a Alemanha relatou 10.237 novos casos e 666 mortes por coronavírus. A contagem diária de casos é a mais alta em cinco dias, mas está bem mais baixa quando comparada com os números de dezembro e janeiro. Enquanto isso, a contagem de óbitos ainda está alta, preocupando autoridades.

A chanceler alemã Merkel e os premiês estaduais reavaliarão a situação novamente em 3 de março.

Irlanda 

A Irlanda deve estender seu bloqueio até abril, afirmou o primeiro-ministro, Micheál Martin. "Certamente, esperamos uma continuação dos altos níveis de restrições até o período da Páscoa", programada para 4 de abril, disse Martin.

Segundo o primeiro-ministro, o plano exato que determina a extensão do bloqueio "continua a ser determinado pelo governo", mas a reabertura de escolas e projetos de construção é "uma prioridade". No início de janeiro, o País teve a maior taxa per capita de infecção do mundo, de acordo com dados da Universidade de Oxford, e mais de 40% do total de mortes por vírus ocorreram nas primeiras seis semanas de 2021. Segundo os últimos dados oficiais, 3.794 pessoas morreram por covid-19 na Irlanda.

Reino Unido

Ao mostrar preocupação em relação às novas variantes, a professora Sharon Peacock, diretora do covid-19 Genomics UK Consortium, afirmou que a cepa do Reino Unido "vai varrer o mundo". Segundo ela, o mais importante é analisar se as variantes serão um "problema" para as vacinas, na perspectiva de elas oferecerem imunidade para as novas cepas.

Hungria

Na Hungria, a expectativa é pela chegada de 500 mil doses do imunizante do laboratório chinês Sinopharm na próxima semana. Segundo o chefe de gabinete do primeiro-ministro, Gergely Gulyas a ideia é iniciar a vacinação com os novos imunizantes em breve.

Gulyas também anunciou que o País decidiu lançar um documento que prova a imunidade ao coronavírus especificando a população que foi vacinada, que se recuperou da infecção e a que fez um exame de sangue que prova a presença de anticorpos.

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