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Kerry diz que Irã rejeitou acordo nuclear

O secretário de Estado norte-americano disse que os críticos dos esforços diplomáticos devem conter seus comentários até que um acordo seja alcançado

John Kerry: Kerry disse que não há clima de "fim de jogo" e conversações de Genebra foram o primeiro passo num longo processo de dar e receber (Mohamad Torokman/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 11 de novembro de 2013 às 14h19.

Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos - O secretário de Estado norte-americano John Kerry disse nesta segunda-feira que as maiores potências do mundo estavam unificadas a respeito do acordo nuclear com o Irã , durante as negociações em Genebra no final de semana, mas os iranianos não aceitaram o projeto. Ele também disse que os críticos dos esforços diplomáticos devem conter seus comentários até que um acordo seja alcançado.

Falando a jornalistas em Abu Dabi, Kerry disse que os Estados Unidos e seus parceiros de negociações (China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) partilhavam a mesma opinião quando a proposta foi apresentada aos iranianos.

Relatos anteriores indicavam que as conversações se desmantelaram porque a França se recusou a aceitar o acordo com o Irã. Nesta segunda-feira, Kerry disse que as potências chegaram a um acordo após uma maratona de negociações, mas o Irã não pode aceitar o acordo "num momento particular". "Havia unidade, mas o Irã não pode aceitá-lo", disse ele.

O secretário de Estado afirmou que o presidente Barack Obama "faz o que diz", lembrando a morte de Osama bin Laden e a saída das tropas norte-americanas das guerras do Iraque e do Afeganistão. "Então, acredite em nós a respeito do Irã", afirmou. "Ele não vai blefar."

Kerry disse que não há clima de "fim de jogo" e as conversações de Genebra foram o primeiro passo num longo processo de dar e receber.

O governo de Teerã está ansioso para chegar a um acordo para aliviar as sanções internacionais que impedem a maior parte das exportações de petróleo e prejudicam a economia do país.

Mas um grande obstáculo tem sido a insistência do Irã de que a comunidade internacional reconheça seu "direito" ao enriquecimento de urânio como signatário de um tratado da ONU que trata da disseminação de tecnologia nuclear. O país geralmente lembra que Israel não assinou o acordo.

Abu Dabi foi a última parada da longa visita de Kerry ao Oriente Médio. Ele interrompeu sua visita na sexta-feira para ir à Suíça tomar parte nas negociações do final de semana com o Irã e deve estar de volta a Washington ainda nesta segunda-feira. Fonte: Associated Press.

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Falando a jornalistas em Abu Dabi, Kerry disse que os Estados Unidos e seus parceiros de negociações (China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) partilhavam a mesma opinião quando a proposta foi apresentada aos iranianos.

Relatos anteriores indicavam que as conversações se desmantelaram porque a França se recusou a aceitar o acordo com o Irã. Nesta segunda-feira, Kerry disse que as potências chegaram a um acordo após uma maratona de negociações, mas o Irã não pode aceitar o acordo "num momento particular". "Havia unidade, mas o Irã não pode aceitá-lo", disse ele.

O secretário de Estado afirmou que o presidente Barack Obama "faz o que diz", lembrando a morte de Osama bin Laden e a saída das tropas norte-americanas das guerras do Iraque e do Afeganistão. "Então, acredite em nós a respeito do Irã", afirmou. "Ele não vai blefar."

Kerry disse que não há clima de "fim de jogo" e as conversações de Genebra foram o primeiro passo num longo processo de dar e receber.

O governo de Teerã está ansioso para chegar a um acordo para aliviar as sanções internacionais que impedem a maior parte das exportações de petróleo e prejudicam a economia do país.

Mas um grande obstáculo tem sido a insistência do Irã de que a comunidade internacional reconheça seu "direito" ao enriquecimento de urânio como signatário de um tratado da ONU que trata da disseminação de tecnologia nuclear. O país geralmente lembra que Israel não assinou o acordo.

Abu Dabi foi a última parada da longa visita de Kerry ao Oriente Médio. Ele interrompeu sua visita na sexta-feira para ir à Suíça tomar parte nas negociações do final de semana com o Irã e deve estar de volta a Washington ainda nesta segunda-feira. Fonte: Associated Press.

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