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Juros impedem EUA de serem bem-sucedidos, critica Trump em Davos

Presidente americano discursa durante o Fórum Econômico Mundial (WEF) nesta quarta-feira, 21

Trump durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial (WEF) (Mandel NGAN/AFP)

Trump durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial (WEF) (Mandel NGAN/AFP)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 11h55.

Última atualização em 22 de janeiro de 2026 às 18h13.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os juros altos no país, afirmando que o atual patamar da taxa, entre 3,5% e 3,75% ao ano, impede os EUA de alcançar melhores resultados econômicos.

“Os juros impedem os Estados Unidos de serem bem-sucedidos”, afirmou durante discurso no Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos.

Além de criticar a política monetária, Trump sugeriu que em breve anunciará sua aguardada escolha para substituir Jerome Powell na presidência do Federal Reserve (Fed) — a quem ele tem criticado repetidamente pelas decisões relacionadas às taxas de juros.

“Os candidatos que foram entrevistados para o cargo são excelentes”, disse. Entre os finalistas, estão o ex-governador do Fed Kevin Warsh, o diretor do Conselho Econômico Nacional Kevin Hassett, o atual governador do Fed Christopher Waller e Rick Rieder, executivo da BlackRock.

Trump, no entanto, demonstrou cautela quanto ao comportamento do próximo presidente do banco central. “Eles assumem o cargo e, de repente, dizem: ‘Vamos aumentar um pouco as taxas de juros’”, ironizou.

“Temos um presidente péssimo agora, Jerome ‘Tarde Demais’ Powell”, afirmou Trump, referindo-se ao atual chefe do Fed, indicado por ele mesmo em 2017. “Vamos ter alguém excelente, e esperamos que ele faça um bom trabalho.”

Desde que retornou à Casa Branca, Trump intensificou os ataques à política de juros adotada pelo Fed como forma de conter a inflação. A tensão entre o governo e o banco central ganhou um novo capítulo na semana passada.

No domingo, 11, Jerome Powell confirmou ter se tornado alvo de uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ). Segundo ele, o inquérito foi motivado pela pressão política exercida pelo governo Trump sobre o Fed.

A investigação foi aberta após o depoimento de Powell ao Congresso, em junho, no qual prestou esclarecimentos sobre a reforma de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões) na sede do banco central, em Washington.

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