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Julgamento de policial é considerado nulo por indecisão

Juiz considerou nulo por falta de acordo o julgamento do policial que enfrentava uma acusação de homicídio culposo pela morte de jovem negro desarmado


	Policiais americanos: juiz anunciou que o júri não pôde definir se Kerrick fez uso força excessiva para deter Jonathan Ferrell,
 (Lucas Jackson/Reuters)

Policiais americanos: juiz anunciou que o júri não pôde definir se Kerrick fez uso força excessiva para deter Jonathan Ferrell, (Lucas Jackson/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2015 às 22h21.

Charlotte - Um juiz do estado da Carolina do Norte considerou nesta sexta-feira nulo por falta de acordo o julgamento do policial branco Randall "Wes" Kerrick, que enfrentava uma acusação de homicídio culposo pela morte do jovem negro desarmado Jonathan Ferrell há dois anos.

A decisão do magistrado Robert Ervin foi anunciada após a ausência de um acordo de parte do júri, que votou três vezes, mas em nenhuma conseguiu um veredito consistente sobre o caso.

O juiz anunciou que o júri não pôde definir se Kerrick fez uso força excessiva para deter Jonathan Ferrell, um ex-jogador de futebol americano que na madrugada do dia 14 de setembro de 2013 morreu após receber dez tiros.

De acordo aos relatórios policiais do condado de Charlotte-Mecklenburg, Ferrell bateu o carro da namorada por volta das 2h30 da madrugada a caminho de casa e começou a baterna porta da vizinhança de Charlotte porque o automóvel não funcionava.

A presença do jovem no bairro resultou uma ligação para os serviços de emergência, e três agentes policiais foram enviados ao local.

A vítima se aproximou para pedir ajuda dos oficiais, que pediram distância. Após não obedecer a ordem, o jovem foi atingido com uma pistola elétrica Taser, que não conseguiu imobilizá-lo.

Pouco depois, Kerrick insistiu na ordem por três vezes e ao ver que o jovem desarmado se aproximava, atirou por temer que Ferrell o mataria, conforme disse durante o julgamento.

Ferrell, de 24 anos, tinha se mudado de Tallahassee (Flórida) para Charlotte para ficar com a namorada, e trabalhava para diversas lojas de departamento.

Em processo apresentado contra a cidade de Charlotte, a família de Ferrell afirmou que o treinamento recebido por Kerrick na academia de polícia foi incorreto. A família recebeu US$ 2,25 milhões de compensação como parte de um acordo com a cidade.

O caso foi um dos impulsores do debate nacional nos Estados Unidos por causa do uso da força letal por parte de agentes policiais contra negros.

O júri para este processo foi composto por sete brancos, três negros e dois hispânicos.

Kerrick enfrentava uma condenação de mais de 11 anos por homicídio culposo, e agora se buscará outro julgamento.

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