Repórter
Publicado em 31 de janeiro de 2026 às 16h28.
Uma juíza federal em Minnesota negou neste sábado, 31, o pedido do governo estadual e das cidades de Minneapolis e St. Paul para suspender temporariamente uma operação do governo Trump que ampliou a atuação de agentes federais de imigração no estado.
A ação, batizada de Operation Metro Surge, tem sido associada a tiroteios, milhares de prisões e semanas de protestos.
A decisão foi assinada pela juíza Kate M. Menendez, indicada ao cargo pelo então presidente Joe Biden, que concluiu que os autores do processo não conseguiram demonstrar violação constitucional suficiente para justificar uma liminar, segundo o The New York Times.
O processo foi protocolado em 12 de janeiro pelo estado de Minnesota e pelos governos municipais de Minneapolis e St. Paul. Segundo a ação, o envio de cerca de 3.000 agentes federais de imigração ao estado, governado por democratas, teria violado a soberania estadual prevista na 10ª Emenda da Constituição.
Os autores sustentaram ainda que a operação configuraria uma tentativa ilegal do governo federal de coagir autoridades locais a colaborar com a aplicação das leis federais de imigração.
O governo Trump rejeitou os argumentos e afirmou que a operação é uma ação legal e legítima para combater a imigração irregular.
Na decisão, segundo o NYT, a juíza Menendez afirmou que o estado e os municípios não conseguiram provar que a operação ultrapassou os limites constitucionais.
Segundo ela, os autores falharam em estabelecer um critério claro que definisse quando a aplicação legítima da lei federal se tornaria uma interferência inconstitucional.
“Uma simples proclamação de que a operação foi ‘longe demais’ é frágil demais para sustentar uma liminar”, escreveu a magistrada.
Com isso, o pedido de suspensão imediata da operação foi negado.
A ação judicial foi apresentada poucos dias após um agente federal em Minneapolis matar a tiros Renee Good, cidadã americana. Depois da primeira audiência do caso, outros dois episódios com disparos foram registrados.
Em 14 de janeiro, um agente atirou e feriu um homem venezuelano que, segundo autoridades, estava no país de forma irregular e resistiu à prisão. Já no sábado seguinte, agentes federais mataram Alex Pretti, cidadão americano e enfermeiro de UTI.