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Irmandade diz que não imporá valores islâmicos no Egito

Vice-chefe de partido político da Irmandade disse que a intenção é aplicar o básico da lei islâmica de maneira justa, respeitando os direitos humanos e pessoais

O processo eleitoral no Egito só deve acabar em janeiro (Peter Macdiarmid/Getty Images)

O processo eleitoral no Egito só deve acabar em janeiro (Peter Macdiarmid/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 4 de dezembro de 2011 às 10h40.

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Cairo - A Irmandade Muçulmana, que surge como o vencedor no primeiro turno das eleições parlamentares do Egito, busca garantir aos egípcios que não vai sacrificar a liberdade pessoal com a promoção da lei islâmica.

O vice-chefe do novo partido político da Irmandade, Essam el-Erian, disse à Associated Press em entrevista por telefone no sábado que o grupo não está interessado em impor os valores islâmicos no Egito, onde existe uma minoria cristã e pessoas que são contra se sujeitarem aos duros códigos islâmicos. "Representamos um partido moderado e justo", disse el-Erian sobre o seu partido Liberdade e Justiça. "Queremos aplicar o básico da lei Shariah de uma maneira justa, que respeite os direitos humanos e pessoais", completou ele, referindo-se à lei islâmica.

A declaração é a mais clara indicação de que a Irmandade está se distanciando do ultraconservador Partido Nour, que parece ter conquistado a segunda maior votação na primeira fase da eleição.

O Partido Nour apoia uma interpretação estrita do Islã, como a que é vista na Arábia Saudita, onde existe segregação de sexos e as mulheres são obrigadas a usar véus e não podem dirigir. As informações são da Associated Press.

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