Interpol é responsável por Kaddafi e não o Líbano, diz juiz
O magistrado, que emitiu ontem uma ordem de detenção preventiva contra Kaddafi, explicou à imprensa que espera a resposta da Interpol
Da Redação
Publicado em 15 de dezembro de 2015 às 08h40.
Beirute - O destino de Hanibal Kaddafi, filho do falecido ditador líbio Muammar Kaddafi, preso no Líbano , depende da Interpol, determinou nesta terça-feira o juiz libanês Zaher Hamade, encarregado do caso.
O magistrado, que emitiu ontem uma ordem de detenção preventiva contra Kaddafi, explicou à imprensa que espera a resposta da Interpol porque o detido é processado pela justiça de seu país.
Hamade revelou ao jornal "As Safir" que a resposta da Interpol pode chegar em 15 dias e que se não recebê-la nesse prazo "a justiça libanesa poderia liberar Kaddafi se não tiver cometido nenhum crime no Líbano".
No entanto, assinalou que, após a ordem de detenção preventiva por ocultar informações sobre o desaparecimento na Líbia do líder espiritual da comunidade xiita, imã Moussa Sadr, Hanibal Kaddafi continuará a ser interrogado no Líbano dentro da investigação local.
Kaddafi foi libertado na sexta-feira após ser sequestrado por alguns dias, e denunciou que seus raptores eram seguidores do imã xiita, que desapareceu em 31 de agosto de 1972 durante uma viagem oficial à Líbia para a qual foi convidado por Muammar Kaddafi.
As circunstâncias sobre o sequestro de Hanibal não estão claras, já que, segundo vários meios de comunicação libaneses, ele teria sido capturado na semana passada na Síria por homens armados leais a Suleiman Hilal al-Assad, primo de presidente sírio Bashar al Assad.
Nenhum grupo reivindicou até agora o sequestro de Hanibal Kaddafi, nascido em 1975, militar de carreira e protagonista de vários incidentes violentos na Europa.
Beirute - O destino de Hanibal Kaddafi, filho do falecido ditador líbio Muammar Kaddafi, preso no Líbano , depende da Interpol, determinou nesta terça-feira o juiz libanês Zaher Hamade, encarregado do caso.
O magistrado, que emitiu ontem uma ordem de detenção preventiva contra Kaddafi, explicou à imprensa que espera a resposta da Interpol porque o detido é processado pela justiça de seu país.
Hamade revelou ao jornal "As Safir" que a resposta da Interpol pode chegar em 15 dias e que se não recebê-la nesse prazo "a justiça libanesa poderia liberar Kaddafi se não tiver cometido nenhum crime no Líbano".
No entanto, assinalou que, após a ordem de detenção preventiva por ocultar informações sobre o desaparecimento na Líbia do líder espiritual da comunidade xiita, imã Moussa Sadr, Hanibal Kaddafi continuará a ser interrogado no Líbano dentro da investigação local.
Kaddafi foi libertado na sexta-feira após ser sequestrado por alguns dias, e denunciou que seus raptores eram seguidores do imã xiita, que desapareceu em 31 de agosto de 1972 durante uma viagem oficial à Líbia para a qual foi convidado por Muammar Kaddafi.
As circunstâncias sobre o sequestro de Hanibal não estão claras, já que, segundo vários meios de comunicação libaneses, ele teria sido capturado na semana passada na Síria por homens armados leais a Suleiman Hilal al-Assad, primo de presidente sírio Bashar al Assad.
Nenhum grupo reivindicou até agora o sequestro de Hanibal Kaddafi, nascido em 1975, militar de carreira e protagonista de vários incidentes violentos na Europa.