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Impacto do câmbio da China sobre os EUA é debatido pelo G-7

Ministros dos sete países mais ricos do mundo reúnem-se em Londres para analisar possível aumento dos juros americanos, em decorrência da valorização do yuan

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Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h39.

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A pressão dos Estados Unidos para que a China altere sua política de paridade cambial com o dólar pode trazer efeitos danosos para a própria economia americana. O principal deles seria uma alta brusca das taxas de juros, causada pela queda da demanda por papéis do Tesouro dos Estados Unidos. As possíveis conseqüências de um ajuste do câmbio chinês sobre a maior economia do mundo serão discutidas pelos ministros do G-7, o grupo dos sete países mais ricos do mundo, nesta sexta-feira (4/2) e sábado, em Londres.

O maior temor dos investidores é que a paridade entre o yuan e o dólar, mantida pelo governo chinês, gere taxas de juros artificialmente baixas nos Estados Unidos. De janeiro a novembro do ano passado, os bancos centrais do Japão e da China compraram cerca de 30% de todos os papéis emitidos pelo Tesouro americano para financiar o déficit no orçamento dos Estados Unidos, que encerrou 2004 em 412 bilhões de dólares.

O Japão foi o maior comprador durante vários meses, mas a partir de setembro, a China passou à liderança ao aumentar seus investimentos nos bônus americanos em 18,5 bilhões de dólares. Caso a China decida alterar o câmbio, não precisará mais comprar tantos dólares. Também reduzirá sua demanda pelos papéis americanos. Assim, para atrair novamente o interesse dos investidores, o Tesouro americano terá que elevar os juros oferecidos.

Como os juros do Tesouro são uma referência para o cálculo das taxas cobradas em outros campos da economia, como os empréstimos bancários, empresas e consumidores teriam que pagar mais pelo financiamento de seus bens e equipamentos.

Os vínculos entre o câmbio chinês e os juros nos Estados Unidos, porém, podem ser menos fortes do que se supõe, de acordo com o americano The Wall Street Journal. A própria queda de demanda pelos papéis americanos, por parte dos chineses, em caso de valorização do yuan, é discutível, segundo o jornal. O mais provável, para alguns analistas, é que o governo chinês adote uma banda de flutuação de sua moeda, amenizando os efeitos da política cambial.

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