Mundo

Imã da principal mesquita da China é assassinado

Imã que dirigia a maior mesquita da China, em Xinjiang, foi assassinado

Mesquita em Xinjiang, na China: polícia matou dois supostos assassinos (Mark Ralston/AFP)

Mesquita em Xinjiang, na China: polícia matou dois supostos assassinos (Mark Ralston/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 31 de julho de 2014 às 14h22.

Priorizar nos meus resultados Google

Pequim - O imã que dirigia a maior mesquita da China, em Xinjiang, foi assassinado, e a polícia matou dois de seus supostos assassinos, indicou a imprensa nesta quinta-feira.

Jume Tahir, imã da mesquita Id Kah da cidade de Kashgar, foi "barbaramente assassinado" na quarta-feira após a celebração da manhã, anunciou Tianshan, o portal de informações relacionadas às autoridades provinciais de Xinjiang.

O imã foi encontrado morto "em uma piscina de sangue", havia informado pouco antes a Radio Free Asia (RFA), um veículo financiado pelos Estados Unidos, citando testemunhas e autoridades locais.

De acordo com os elementos da investigação, três homens - com nomes semelhantes aos de uigures - são suspeitos deste crime e, aparentemente, agiram "sob influência religiosa extrema", acrescentou Tianshan.

A polícia matou dois dos suspeitos no mesmo dia e o terceiro foi capturado, informou por sua vez a agência de notícias oficial Xinhua.

Em Xinjiang vivem mais de nove milhões uigures, muçulmanos de língua turca, alguns dos quais se opõem à tutela de Pequim. Segundo as autoridades, um grupo radical é responsável pelos ataques sangrentos que foram cometidos nos últimos meses na região e em outros lugares.

O assassinato do imã ocorre logo após violentos confrontos no distrito de Yarkand (ou Shache em mandarim), a 200 km de Karshgar, pouco antes do fim do Ramadã. Este incidente foi descrito como um "ataque terrorista" pelas autoridades.

"Dezenas de civis uigures e hans foram mortos ou feridos" quando os membros de um grupo armado atacaram civis, segundo a agência.

O imã Jume Tahir, que era regularmente entrevistado pelos meios de comunicação oficiais chineses, era conhecido por sua crítica à violência cometida pelos uigures em Xinjiang.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaReligiãoChinaMortes

Mais de Mundo

Após renúncia de Penã, Câmara do Paraguai rejeita impeachment do vice-presidente Pedro Alliana

Quem é Santiago Peña, presidente do Paraguai que renunciou após crise do Banco Ueno

Presidente do Paraguai renuncia após crise do Banco Ueno

Dois estados dos EUA ainda não declararam vencedores nas eleições; saiba quais