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Hamas aceita condições para reconciliação com Fatah

A reconciliação pode significar um avanço para o movimento nacional palestino, que está em desacordo desde 2007

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou neste domingo que irá apoiar eleições nacionais na Cisjordânia e em Gaza (Chris McGrath/Getty Images)

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou neste domingo que irá apoiar eleições nacionais na Cisjordânia e em Gaza (Chris McGrath/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 17 de setembro de 2017 às 11h07.

Ramallah - O grupo militante Hamas afirmou ter aceitado as condições exigidas pela Autoridade Nacional Palestina, do presidente Mahmoud Abbas, para uma reconciliação com seu partido, o Fatah, que governa a Cisjordânia, um movimento que tem o objetivo de acabar com uma rixa de uma década entre os dois principais grupos palestinos.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou neste domingo que irá apoiar eleições nacionais na Cisjordânia e em Gaza, a permitir que a Autoridade Nacional Palestina administre a região. Abbas, cujo governo ajuda a financiar a economia de Gaza, têm pressionado o Hamas há meses para que o grupo cedesse o controle.

A reconciliação pode significar um avanço para o movimento nacional palestino, que está em desacordo desde 2007, quando o Hamas tomou o controle da Faixa da Gaza. No entanto, a reaproximação deve enfrentar diversos obstáculos.

A nova liderança do Hamas afirmou que pretende trabalhar com o Irã, país que já vocalizou a intenção de "destruir" Israel, além de restaurar relações com o político palestino Mohammed Dhalan, antigo aliado de Abbas e agora inimigo, que é apoiado pelos Emirados Árabes Unidos. Abbas não deve aceitar trabalhar ao lado de Dahlan e do Irã.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina deve discutir soluções para a paz no Oriente Médio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira, em Nova York. Fonte: Dow Jones Newswires.

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