Governo da Palestina condena 51 anos da ocupação de Israel

Os palestinos criticam a criação de assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e com isso, o deslocamento de 750 mil palestinos

Jerusalém- O governo palestino condenou nesta segunda-feira os mais de 50 anos de ocupação israelense, por causa do aniversário amanhã do início da Guerra dos Seis Dias de 1967, e alertou que a política de colonização "se entrincheirou com firmeza".

"O programa ilegal israelense de assentamentos se entrincheirou com firmeza com a demolição de 50 mil estruturas palestinas, o confisco de 6.241 km² e o deslocamento de 750 mil palestinos que foram substituídos por 636.452 colonos em 425 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental", denunciou em comunicado o Escritório do primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala.

Nesta terça-feira, dia 5 de junho, será lembrado o início da disputa após a qual Israel ocupou Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, além das Colinas do Golã na Síria e o Sinai no Egito, este último de onde se retirou após os Acordos de Paz de Camp David assinado com o Cairo em 1979, assim como faria mais tarde com Gaza em 2005, após os Acordos de Oslo de 1993.

Desde então, "as práticas ilegais de Israel e as flagrantes violações se centraram nos direitos palestinos à liberdade e independência. Foram impostas restrições militares sobre milhões de cidadãos enquanto Israel continua confiscando terra e saqueando recursos naturais palestinos", indicaram as autoridades palestinas na nota.

O Executivo denunciou que a ocupação "impôs duras restrições sobre as fundações geopolíticas e econômicas do futuro Estado palestino", que limitam "significativamente o potencial e futuro crescimento das instituições".

Como exemplo, cita as restrições de acesso a recursos naturais, às importações e exportações - já que Israel controla as fronteiras dos territórios -, e os obstáculos para o desenvolvimento industrial e outros setores econômicos.

Esta situação "levou a uma das taxas de desemprego mais altas do mundo, segundo o Banco Mundial, de 20% na Cisjordânia e 46,6% em Gaza".

O primeiro-ministro palestino destacou os impedimentos para construir infraestruturas e realizar outro tipo de "atividades de desenvolvimento humano" na Área C, que ocupa 60% da Cisjordânia e sobre a qual Israel tem o controle do planejamento e construção de edificações em virtude dos Acordos de Oslo.

Os palestinos denunciaram em várias ocasiões que estas autorizações quase não são emitidas e, de acordo ao Banco Mundial, a exploração dos recursos neste território geraria um lucro de US$ 3,5 bilhões ao ano.

Hamdala afirmou que o governo palestino "está comprometido com a solução de dois estados" e "criou o entorno político, econômico e legal necessário" para evoluir, ao mesmo tempo em que os doadores e organizações internacionais "afirmaram que a Palestina está preparada para (ter) a categoria de Estado".

No entanto, "não pode se transformar em um estado livre enquanto a ocupação militar israelense estiver bloqueando duramente as aspirações nacionais palestinas de autodeterminação e obstaculizando a transformação das instituições palestinas nas de um estado independente".

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