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Funcionários são acusados por papel no Khmer Vermelho

Promotoria acusou os dois últimos funcionários de alto escalão do Khmer Vermelho vivos de terem desempenhado um papel primordial no regime

O ex-líder do Khmer Vermelho Nuon Chea, no tribunal: regime levou ao extermínio de dois milhões de cambojanos (Mark Peters/AFP)
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Da Redação

Publicado em 17 de outubro de 2013 às 14h23.

Phnom Penh - A promotoria acusou nesta quinta-feira os dois últimos funcionários de alto escalão do Khmer Vermelho vivos de terem desempenhado um papel primordial no regime que levou ao extermínio de dois milhões de cambojanos.

Os acusados são o ex-ideólogo do Khmer Vermelho Nuon Chea, de 87 anos, e o ex-chefe de Estado da "Kampuchea Democrática" Khieu Samphan, de 82 anos, por sua atuação no regime de Pol Pot (1975-1979).

"As provas demonstram que ambos, Nuon Chea e Khieu Samphan, desempenharam um papel único e primordial em uma organização criminosa que perseguiu, torturou e matou seus cidadãos", declarou a promotora, Chea Lang. Os acusados afirmaram que não foram informados dos crimes que ocorreram neste período.

Nuon Chea não compareceu à audiência desta quinta-feira, alegando problemas de saúde . Na quarta-feira deixou a audiência após 20 minutos, pouco depois de tomarem a palavra os advogados das vítimas, alegando os mesmos motivos.

Chea Lang acusou Nuon Chea de mentir ao sustentar que desconhecia o motivo da evacuação da capital cambojana, que perdeu em alguns dias seus dois milhões de habitantes em 1975. "Era um ato punitivo contra gente considerada inimiga" do novo regime do Khmer Vermelho, afirmou a promotora.

Este primeiro julgamento dos dois líderes do Khmer Vermelho entrou na quarta-feira em sua fase final.

Esta nova etapa judicial era muito esperada, quase 40 anos após o início daquele regime que levou à morte de dois milhões de pessoas, por execução, fome ou exaustão.

O julgamento começou em 2011 e se dividiu em várias partes, por medo de que os acusados morressem antes de seu fim. Este primeiro "minijulgamento", previsto até 31 de outubro, envolve a evacuação forçada da capital em abril de 1975, no âmbito da tentativa do Khmer Vermelho de criar uma sociedade agrária sem moeda.

O veredicto é aguardado para o primeiro semestre de 2014.

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Phnom Penh - A promotoria acusou nesta quinta-feira os dois últimos funcionários de alto escalão do Khmer Vermelho vivos de terem desempenhado um papel primordial no regime que levou ao extermínio de dois milhões de cambojanos.

Os acusados são o ex-ideólogo do Khmer Vermelho Nuon Chea, de 87 anos, e o ex-chefe de Estado da "Kampuchea Democrática" Khieu Samphan, de 82 anos, por sua atuação no regime de Pol Pot (1975-1979).

"As provas demonstram que ambos, Nuon Chea e Khieu Samphan, desempenharam um papel único e primordial em uma organização criminosa que perseguiu, torturou e matou seus cidadãos", declarou a promotora, Chea Lang. Os acusados afirmaram que não foram informados dos crimes que ocorreram neste período.

Nuon Chea não compareceu à audiência desta quinta-feira, alegando problemas de saúde . Na quarta-feira deixou a audiência após 20 minutos, pouco depois de tomarem a palavra os advogados das vítimas, alegando os mesmos motivos.

Chea Lang acusou Nuon Chea de mentir ao sustentar que desconhecia o motivo da evacuação da capital cambojana, que perdeu em alguns dias seus dois milhões de habitantes em 1975. "Era um ato punitivo contra gente considerada inimiga" do novo regime do Khmer Vermelho, afirmou a promotora.

Este primeiro julgamento dos dois líderes do Khmer Vermelho entrou na quarta-feira em sua fase final.

Esta nova etapa judicial era muito esperada, quase 40 anos após o início daquele regime que levou à morte de dois milhões de pessoas, por execução, fome ou exaustão.

O julgamento começou em 2011 e se dividiu em várias partes, por medo de que os acusados morressem antes de seu fim. Este primeiro "minijulgamento", previsto até 31 de outubro, envolve a evacuação forçada da capital em abril de 1975, no âmbito da tentativa do Khmer Vermelho de criar uma sociedade agrária sem moeda.

O veredicto é aguardado para o primeiro semestre de 2014.

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