Mundo

França: Sarkozy pede voto de confiança a partidários

Sarkozy também explicou que a campanha será divida por "etapas distintas: a aproximação, a candidatura, o primeiro e o segundo turno"

Sarkozy prometeu tomar decisões em dez dias para impulsionar a competitividade da economia francesa e afirmou que precisa urgentemente reduzir o custo trabalhista (Pablo Blazquez/Getty Images)

Sarkozy prometeu tomar decisões em dez dias para impulsionar a competitividade da economia francesa e afirmou que precisa urgentemente reduzir o custo trabalhista (Pablo Blazquez/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 2 de fevereiro de 2012 às 21h31.

São Paulo - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, em baixa nas pesquisas de opinião, ainda não oficializou sua candidatura às eleições do próximo mês de abril, mas declarou nesta quinta-feira diante dos deputados do seu partido que esperava uma campanha 'impactante' e pediu um voto de 'confiança'.

"Confie em mim. Tenho ideias e elas serão impactantes, com propostas muito fortes sobre educação e emprego", afirmou o presidente, de acordo com diversos parlamentares do partido conservador UMP que relataram o discurso à AFP.

Sarkozy também explicou que a campanha será divida por "etapas distintas: a aproximação, a candidatura, o primeiro e o segundo turno".

As pesquisas de opinião prevêem sua derrota nas eleições presidenciais nos dias 22 de abril e 6 de maio, já que o principal candidato de oposição, o socialista François Hollande, reuniria 60% dos votos no segundo turno.

Numa entrevista à televisão francesa no último domingo, o presidente deixou a impressão de que iria brigar por um segundo mandato, mas ele ainda não anunciou oficialmente sua candidatura.

De acordo pessoas do seu círculo próximo, Sarkozy não deve fazê-lo antes do fim do mês de fevereiro, apesar de ter recebido críticas de alguns partidários preocupados com a demora da sua entrada na disputa.

O presidente explicou que queria "manter a surpresa". "Não vou revelar o que vou fazer em fevereiro. Sei que seria mais fácil iniciar a campanha agora para responder às críticas, mas as coisas acontecem tão rápido que ainda falta muito tempo para o primeiro turno", comentou.

Sarkozy defende a ideia de "permanecer o máximo possível apenas na função de presidente", já que não teria a mesma autoridade se fosse candidato durante as negociações do novo tratado da União Européia, cuja assinatura está prevista para o início do mês de março.

Ele também criticou Hollande, que segundo ele "não pode vencer as eleições com as propostas atuais", masi avisou que não pretendia "subestimar" o candidato socialista.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosPaíses ricosEuropaFrançaNicolas Sarkozy

Mais de Mundo

Brasil foi surpreendido com prisão de Maduro e precisa ter cuidado, diz analista

María Corina perdeu apoio de Trump por aceitar Prêmio Nobel da Paz, diz jornal

Governo dos EUA se reunirá com empresas petrolíferas para discutir oportunidades na Venezuela

China registra alta no turismo e no consumo após políticas de isenção de visto