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Força Delta: o que é a tropa de elite americana que capturou Maduro

Entre as ações conhecidas atribuídas à Força Delta estão operações no Oriente Médio e na África

Membros da Delta Force, parte das Forças de Operações Especiais dos EUA, se preparam para realizar treinamento (Greg Mathieson/Mai/Getty Images))

Membros da Delta Force, parte das Forças de Operações Especiais dos EUA, se preparam para realizar treinamento (Greg Mathieson/Mai/Getty Images))

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 10h46.

Última atualização em 3 de janeiro de 2026 às 10h57.

A Força Delta, considerada tropa de elite do Exército dos Estados Unidos, voltou ao centro do noticiário internacional neste sábado. Seus militares teriam sido os responsáveis pela captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, nesta última madrugada. A informação foi divulgada pela emissora americana CBS, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou em sua rede social que o líder venezuelano havia sido “capturado e retirado do país”, sem detalhar oficialmente qual unidade conduziu a ação.

Segundo Trump, além da detenção de Maduro — que teria ocorrido junto de sua esposa —, os Estados Unidos também realizaram ataques militares em território venezuelano. Em sua postagem, o presidente afirmou que a operação envolveu forças de segurança americanas, mas não especificou quais agências participaram nem como a ação foi coordenada.

O governo dos EUA acusa Maduro de envolvimento com o narcotráfico internacional; em 2020, ele foi formalmente denunciado em um tribunal americano por supostos crimes de narcoterrorismo.

Qual é a origem da Força Delta?

Fundada em 1977 na Carolina do Norte, a Força Delta é considerada uma das unidades militares mais secretas e seletivas do mundo. A unidade opera sob o Comando de Operações Especiais do Exército dos EUA e é responsável pelas missões mais sensíveis do país. Sua história é marcado pelo sigilo em torno de suas atividades.

A missão principal da tropa envolve operações de altíssimo risco, como contraterrorismo, resgate de reféns, captura ou eliminação de alvos considerados estratégicos e reconhecimento especial em ambientes hostis.

Os operadores da Força Delta recebem treinamento intensivo em combate aproximado, tiro de precisão, explosivos e técnicas de infiltração e entrada furtiva. A unidade também atua na proteção de autoridades de alto escalão e em ações de guerra não convencional, estando preparada para intervir em aeronaves, navios, trens e veículos, em qualquer tipo de terreno ou cenário.

Como funciona a Força Delta?

A estrutura da Força Delta é dividida em quatro esquadrões principais, cada um composto por três tropas. Uma delas é especializada em reconhecimento e operações de snipers (franco atiradores), enquanto as outras duas se dedicam a ações diretas, como ataques a alvos estratégicos e missões de assalto de alto risco.

Entre as ações conhecidas atribuídas à Força Delta estão operações no Oriente Médio e na África, como a caçada ao líder da Al-Qaeda após os atentados de 11 de setembro, missões no Iraque e no Afeganistão e a operação de 2019 que resultou na morte de Abu Bakr al-Baghdadi, então chefe do grupo Estado Islâmico.

Quem pode fazer parte da Força Delta?

O ingresso na Força Delta é restrito a militares altamente qualificados, geralmente oriundos das Forças Especiais do Exército americano. O processo seletivo é extremamente rigoroso, com testes físicos extenuantes, como marchas noturnas de até 65 quilômetros carregando mochilas pesadas em terrenos acidentados.

Os selecionados passam por um curso de cerca de seis meses voltado à formação de operadores capazes de atuar nas missões mais perigosas e sensíveis conduzidas pelos Estados Unidos. É esse perfil de atuação — marcado por discrição, rapidez e alto grau de letalidade — que coloca a Força Delta no centro das ações mais delicadas da política externa e militar americana, agora novamente em evidência com a captura do presidente venezuelano.

*com agência internacionais

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