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Foguete chinês estaria próximo a cair na Terra e Espanha fecha espaço aéreo

Os destroços do "Longa Marcha 5B" tem uma dimensão de 30 metros e pesam 22 toneladas

Foguete Chinês Longa Marcha (STR / AFP) / China OUT (Photo by STR/AFP via Getty Images/Getty Images)

Foguete Chinês Longa Marcha (STR / AFP) / China OUT (Photo by STR/AFP via Getty Images/Getty Images)

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Carlo Cauti

Publicado em 4 de novembro de 2022, 10h28.

O foguete chinês Longa Marcha 5B estaria prestes a cair na terra nesta sexta-feira, 4, de forma descontrolada. Os destroços que estão precipitando fazem parte do estádio central de foguete do programa espacial chinês lançado na última segunda-feira, 31, para o transporte do módulo final da estação espacial Tiangong que a China está construindo na órbita da Terra.

A área afetada pela suposta trajetória do foguete é uma faixa que vai da costa mediterrânea ao Atlântico e tem a extensão da Catalunha, chegando até Portugal. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação ordenou o fechamento do espaço aéreo das Ilhas Baleares, Aragão, Navarra, La Rioja e Castilla y León.

O foguete chinês é enorme: pesa 22 toneladas e mede cerca de 30 metros. Somente os destroços do foguete americano Skylab, que regressou para a terra em 1979 e do Salyut 7 da União Soviética em 1991, respectivamente de cerca de 77 e 40 toneladas, tiveram uma massa maior na história. 

Estima-se que entre 10% e 40% do propulsor sobreviverá à volta na atmosfera e atingirá a Terra. Esta é a quinta vez em menos de três anos que estágios de foguetes lançados pela China caem na Terra. Após outro lançamento chinês em 2020, um pedaço do foguete caiu na Costa do Marfim, na África. Em julho, destroços caíram na Indonésia e na Malásia e algumas áreas da Europa também foram colocadas em alerta pelo risco de serem atingidas.

Cientistas e especialistas calcularam nos últimos dias onde o estágio do foguete Loga Marcha poderia cair. As possibilidades de impacto dizem respeito a um grande número de áreas do mundo, regiões onde vive 88% da população mundial.

Todavia, as possibilidade que esses destroços atinjam uma área habitada são baixas, variando de 1 em 230 a 1 em 1.000 . Um risco que excede em muito o padrão internacionalmente reconhecido, segundo o qual um objeto espacial caindo de volta à Terra não deve ter mais de 1 em 10.000 de chances de causar danos.