Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato à Presidência (Vinicius Loures/Agência Câmara)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 22h10.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, que pretende promover um ajuste fiscal equivalente a 1,5% a 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Para alcançar esse objetivo, o senador defendeu medidas para ampliar as receitas do governo e reduzir despesas, incluindo a venda de imóveis públicos, a securitização de ativos e o combate à corrupção e à má gestão das empresas estatais.
Uma das alternativas apresentadas por Flávio envolve a revisão do patrimônio imobiliário da União, com a possibilidade de venda de imóveis e ampliação das receitas provenientes desses ativos.
Outra medida mencionada foi a securitização de dívidas e ativos públicos, mecanismo que permite antecipar receitas futuras por meio da negociação de direitos de recebimento. A proposta inclui a criação de um fundo de ativos e integra a estratégia de mobilizar R$ 900 bilhões em investimentos em infraestrutura ao longo de quatro anos.
Flávio também defendeu medidas para combater desperdícios, desvios de recursos e fraudes em contratos públicos, além de melhorar os resultados financeiros das empresas estatais.
Durante a entrevista, o senador comparou os resultados dessas companhias nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Com Jair Bolsonaro, as estatais geraram R$ 18 bilhões de superávit. No governo atual, foi um prejuízo de R$ 36 bilhões”, afirmou.
Outra frente do ajuste fiscal apresentada pelo candidato é a redução da estrutura administrativa do governo federal. Flávio prometeu extinguir pelo menos dez ministérios, além de diminuir cargos comissionados, cortar despesas administrativas e combater os supersalários no funcionalismo público.
“A gente tem que combater despesas e gerar receitas novas. Hoje, o atual governo tem 39 ministérios. Vamos cortar pelo menos dez”, declarou.
As falas ocorreram durante entrevista de Flávio Bolsonaro à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo. Na quinta-feira, 15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o entrevistado.
O plano de governo de Flávio Bolsonaro propõe uma agenda de redução do tamanho do Estado e revisão das regras fiscais. Entre os objetivos econômicos está a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% ao ano durante a próxima década, além da mobilização de R$ 900 bilhões em investimentos em infraestrutura ao longo de quatro anos.
Na área fiscal, o candidato defende reduzir despesas administrativas, cortar pelo menos dez ministérios, combater supersalários no serviço público e promover uma reforma administrativa. O plano também prevê mudanças nas regras fiscais, busca por superávits primários e medidas para conter o endividamento público.
A campanha tem associado o ajuste fiscal a uma revisão de gastos e à redução da burocracia. Entre as propostas estão a revisão de imóveis públicos, a securitização de ativos e o combate a privilégios.
A dimensão do corte de gastos, no entanto, precisa ser apresentada com cuidado: o material disponível menciona diferentes valores em discussões sobre o ajuste, enquanto o plano também estabelece metas sem detalhar uma trajetória anual para a dívida pública ou um objetivo numérico de superávit primário.
O salário mínimo é outro ponto de comparação entre os candidatos. A discussão envolve a política de valorização do piso nacional e os efeitos sobre a renda dos trabalhadores, as despesas previdenciárias e as contas públicas.