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O que fazer para evitar o pior

A historicamente pacífica região de Darfur, no Sudão, tornou-se nas últimas décadas palco de um dos maiores conflitos da humanidade, em que 400 000 civis já foram mortos.

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 04h11.

O que alterou o equilíbrio entre pastores e fazendeiros da região foi uma abrupta redução no volume de chuvas e, conseqüentemente, na quantidade de terras férteis. O confronto é um dos mais alarmantes exemplos de como o aquecimento global já alterou as relações sociais no mundo.

Inúmeras outras mudanças estão em curso e outras tantas são inevitáveis nas próximas décadas, segundo garantem a jornalista especializada em meio ambiente Gabrielle Walker e o cientista David King, principal assessor científico do governo britânico entre 2000 e 2007. No livro O Tema Quente - Como Combater o Aquecimento Global e Manter as Luzes Acesas, eles citam exemplos como o de Darfur e diversas provas científicas para demonstrar que o aquecimento global não é obra de ficção - e que pode mudar o clima e as relações sociais em todo o planeta.

De acordo com os autores, controlar as emissões de gases de efeito estufa custaria somente 1% do PIB mundial por ano. Os países desenvolvidos teriam de bancar a parte maior da conta - o que acaba criando um impasse. "Caberia aos países ricos arcar com cerca de 1,8% de seu PIB, soma que corresponde a mais de sete vezes o orçamento anual do mundo para assistência humanitária", explicam eles. O fiel da balança seria um grupo formado por China, Índia, Brasil, África do Sul e México - responsáveis pelos maiores aumentos nas emissões de CO2. 

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