Mundo

Ex-mulher de promotor pede fim da "politização" do caso

A investigação sobre a morte do promotor argentino que pretendia acusar a presidente se tornou muito politizada, disse a ex-mulher da vítima

Juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor morto Alberto Nisman, fala a um grupo de senadores (Matia Lynch/Reuters)

Juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor morto Alberto Nisman, fala a um grupo de senadores (Matia Lynch/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de fevereiro de 2015 às 21h48.

Priorizar nos meus resultados Google

BUENOS AIRES - A investigação sobre a morte de um promotor argentino que pretendia apresentar acusações criminais contra a presidente da Argentina se tornou muito politizada e precisa do envolvimento de uma comissão regional de direitos humanos, disse a ex-mulher dele nesta quinta-feira.

Minutos antes de o Senado aprovar um projeto de lei criando um novo serviço de segurança estatal para substituir o desmantelado Secretariado de Inteligência que está no centro do escândalo, Sandra Arroyo pediu calma enquanto investigadores apuram a morte de Alberto Nisman.

"Não continue politizando um caso sobre o qual há muita coisa ainda sem resolver", disse ela a um grupo de senadores da oposição.

"No meu próprio nome e no de minhas filhas, peço ao gabinete dos promotores públicos nacionais que considerem... a possibilidade de levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos", disse Arroyo com uma expressão sombria.

A comissão de sete membros, um braço da Organização dos Estados Americanos, lida com casos de direitos humanos no Hemisfério Ocidental.

O corpo de Nisman foi encontrado no banheiro em 18 de janeiro com ferimentos de bala na cabeça e uma arma ao seu lado. Ele deveria apresentar o caso ao Congresso Nacional no dia seguinte, acusando o presidente, Cristina Kirchner, de tentar inviabilizar a investigação criminal sobre um atentado mortal contra uma associação judaica em Buenos Aires que matou 85 pessoas em 1994.

Acompanhe tudo sobre:América LatinaEscândalosFraudesMortesArgentina

Mais de Mundo

Justiça do Paraguai decreta prisão preventiva de Santiago Peña

Votos não contabilizados em cartão de memória mudam eleição na Geórgia

Presidente de Israel dará ao líder da oposição a missão de formar governo

Terremoto de magnitude 4,7 atinge a costa do Equador, na província de Manabí