Mundo

EUA minimizam tensões com a China e focam em temas militares

O país quer maiores laços com o governo chinês para ajudar a reduzir o risco de erros de cálculo


	Navio de guerra: os militares chineses e norte-americanos ficaram de lados opostos várias vezes nos últimos anos
 (Guillaume Klein/AFP)

Navio de guerra: os militares chineses e norte-americanos ficaram de lados opostos várias vezes nos últimos anos (Guillaume Klein/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de fevereiro de 2014 às 12h23.

Priorizar nos meus resultados Google

Pequim - Os Estados Unidos estão otimistas com as conversas militares com a China e querem maiores laços para ajudar a reduzir o risco de erros de cálculo, afirmou neste sábado uma autoridade militar norte-americana, minimizando as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O Chefe de Estado-Maior do Exército dos EUA, general Ray Odierno, disse a repórteres em Pequim que ele teve "francas, honestas e importantes" conversas com seus colegas chineses para estabelecer um maior diálogo entre os dois Exércitos.

"Isso é realmente aumentar a cooperação e, francamente, controlar a concorrência. Queremos expandir nossa cooperação a um alto nível, aumentar nossa cooperação em área de interesse mútuo e administrar nossas diferenças de forma construtiva", disse Odierno.

"Eu acredito que temos muito em comum, não apenas com o governo chinês, mas com os militares chineses. É importante para a gente enfatizar esse engajamento, diálogo e entendimento, construindo confiança entre nossos setores militares."

A China e os EUA possuem muitas discordâncias diplomáticas na região, incluindo as medidas chinesas para tentar obter soberania sobre os mares da China Meridional e Oriental e o apoio norte-americano para Taiwan, reivindicado pelos chineses como uma província desobediente.

"Esses são assuntos que estamos trabalhando há muito tempo, e continuaremos", afirmou Odierno.

Os militares chineses e norte-americanos ficaram de lados opostos várias vezes nos últimos anos, aumentando o temor de que ocorra um conflito por falta de comunicação efetiva entre os dois lados.

Em dezembro, um cruzador dos EUA operando no Mar da China Meridional foi obrigado a fazer manobras evasivas para evitar a colisão com um navio de guerra chinês que estava por perto.

"Construir um relacionamento no qual você pode pegar um telefone e ligar para o seu colega, tendo a habilidade de fomentar uma confiança mútua, realmente ajuda a mitigar potenciais erros de cálculo e problemas", afirmou Odierno.

Acompanhe tudo sobre:Países ricosÁsiaEstados Unidos (EUA)ChinaDiplomacia

Mais de Mundo

Embarcação com quase 270 pessoas naufraga entre Chipre e Turquia

Enchentes repentinas provocam evacuação de cerca de 50 pessoas no Grand Canyon

Islândia rejeita retomada das negociações para entrar na União Europeia

EUA cogitam usar Ilhas Malvinas como moeda de troca para pressionar Reino Unido