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EUA e Japão declaram apoio à Coreia do Sul em conflito

Washington - Estados Unidos e Japão prometeram dar apoio conjunto à Coreia do Sul no conflito aberto pelo afundamento do navio "Cheonan" por causa de um ataque da Coreia do Norte, afirmou hoje o Pentágono. Em nota, o porta-voz do Pentágono Geoff Morrell informa sobre os resultados de uma reunião realizada ontem entre o secretário […]

EXAME.com (EXAME.com)
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Da Redação

Publicado em 26 de maio de 2010 às 18h03.

Washington - Estados Unidos e Japão prometeram dar apoio conjunto à Coreia do Sul no conflito aberto pelo afundamento do navio "Cheonan" por causa de um ataque da Coreia do Norte, afirmou hoje o Pentágono.

Em nota, o porta-voz do Pentágono Geoff Morrell informa sobre os resultados de uma reunião realizada ontem entre o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, e o ministro japonês, Toshimi Kitazawa, da qual até agora se conhecia poucos detalhes.

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Segundo o porta-voz, Gates agradeceu a Kitazawa pela forte resposta do Governo japonês ao afundamento do navio, atingido por um torpedo norte-coreano num incidente que terminou com 46 mortos.

Gates e Kitazawa preveem também se reunir com o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Tae-young, em Cingapura, em junho.

O primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, disse esta semana que a ação da Coreia do Norte "não pode ser tolerada" e pediu aos membros de seu Gabinete que estudem sanções extras.

O navio sul-coreano afundou no dia 26 de março no Mar Amarelo (Mar Ocidental) por uma explosão provocada por um torpedo norte-coreano. A investigação internacional foi divulgada na quinta-feira passada em Seul, e os resultados não são aceitos pela Coreia do Norte.

Após o incidente, a Coreia do Sul voltou a considerar o Norte como seu "principal inimigo", termo que não era mencionado desde 2004, enquanto Pyongyang ameaça com uma resposta militar.

O porta-voz indicou que Gates e Kitazawa trataram também uma série de questões de segurança regional e internacional, da mudança da base militar americana de Futenma, no sul de Okinawa, e da aplicação de um acordo de reorganização militar.

Tóquio se comprometeu a transferir antes de 2014 a base aérea de Futenma, situada em uma zona residencial do centro de Okinawa, para outro ponto do mesmo arquipélago mas com menos habitantes, dentro da reorganização das forças dos EUA no Japão.

Os moradores de Okinawa, ilha que abriga a maioria dos quase 50 mil militares americanos no Japão, se opõem ao fato de a base se manter no arquipélago.

No entanto, os EUA pressionaram para que o Japão cumpra o acordo para que a base seja finalmente transferida para o norte.

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