Mundo

EUA: deserção de premiê sírio é perda de controle de Assad

Esta deserção "demonstra que o povo sírio acredita que os dias de Assad estão contados", afirmou o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, Tommy Vietor

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 6 de agosto de 2012 às 14h40.

Washington - A deserção do primeiro-ministro sírio mostra que o presidente Bashar al-Assad perdeu o controle de seu país, e que seu povo acredita que seus dias no governo estão contados, declarou nesta segunda-feira à AFP um porta-voz do governo americano.

"Os relatórios de hoje (segunda-feira) de que vários membros de alto escalão do regime de Assad, incluindo o primeiro-ministro (Riad) Hijab, desertaram, são apenas o último indício de que Assad perdeu o controle da Síria, fortalecendo as forças da oposição e o povo sírio", afirmou o porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, Tommy Vietor.

Esta deserção "demonstra que o povo sírio acredita que os dias de Assad estão contados", afirmou.

"A maneira mais rápida de terminar com o banho de sangue e com o sofrimento do povo sírio é que Bashar al-Assad reconheça rapidamente que o povo sírio não permitirá que continue no poder", acrescentou Vietor.

"Tentaremos confirmar estas informações. Mas se forem certas, estas deserções seriam mais uma prova de que o regime de Assad afunda", disse um funcionário americano em Johannesburgo que acompanha a visita da secretária de Estado Hillary Clinton.

O primeiro-ministro sírio Riad Hijab, sua família, dois membros e três oficiais do exército desertaram e se refugiaram na Jordânia na noite de domingo, disse à AFP uma fonte da oposição ao regime de Damasco.

Acompanhe tudo sobre:PolíticosSíriaBashar al-AssadDitaduraPrimavera árabe

Mais de Mundo

Trump afirma que teve bom diálogo com presidente interina da Venezuela

Trump diz que mortes no Irã estão diminuindo, mas não descarta possível ação militar

Trump impõe tarifa de 25% sobre a importação de chips de computação avançados

Alemanha, Suécia e Noruega enviam militares à Groenlândia em meio à pressão dos EUA pela anexação