Caução: taxa é reembolsável e pode chegar a US$ 15 mil, o equivalente a cerca de R$ 82,5 mil (Jim Watson/AFP)
Redação Exame
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 11h19.
O governo de Donald Trump ampliou para 38 o número de países cujos cidadãos poderão ser obrigados a pagar uma caução para obter vistos de turismo e negócios nos Estados Unidos.
A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado na última terça-feira, 6, com a inclusão de mais 25 nações na lista. Para os novos adicionados, a regra passa a valer em 21 de janeiro.
A taxa é reembolsável e pode chegar a US$ 15 mil, o equivalente a cerca de R$ 82,5 mil. Os valores previstos são de US$ 5 mil, US$ 10 mil ou US$ 15 mil, definidos caso a caso durante a entrevista consular. O montante só é devolvido após a saída do visitante dentro do prazo autorizado pelo visto.
A nova rodada atinge principalmente países da África, da América Latina e da Ásia. Os os recém-incluídos são Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benim, Burundi, Cabo Verde, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Costa do Marfim, Quirguistão, Nepal, Nigéria, Senegal, Tajiquistão, Togo, Tonga, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela e Zimbábue.
No caso venezuelano, a inclusão ocorre dias após a captura do líder Nicolás Maduro por forças militares americanas.
Os novos países se somam a outros 13 já anunciados em agosto do ano passado: Butão, Botsuana, República Centro-Africana, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Malawi, Mauritânia, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Turcomenistão e Zâmbia.
Segundo o governo americano, a medida faz parte de uma estratégia para reduzir o número de visitantes que permanecem nos Estados Unidos além do período permitido pelo visto. Parte dos países listados também aparece em levantamentos oficiais com altos índices de permanência irregular.
A ampliação da caução se insere em uma política mais ampla da gestão Trump de endurecimento contra a imigração ilegal.
Entre as ações adotadas estão o reforço do controle de fronteiras, deportações em massa, cancelamento de vistos e green cards e a análise de postagens em redes sociais durante o processo de concessão de vistos.