Iranianos em frente a cartaz que diz "o Estreito de Ormuz segue fechado", em Teerã, na quarta-feira, 8 de abril (Atta Kenare/AFP)
Redação Exame
Publicado em 12 de abril de 2026 às 15h13.
Última atualização em 12 de abril de 2026 às 18h00.
A Guarda Revolucionária do Irã negou neste domingo que o Estreito de Ormuz tenha sido bloqueado pelos Estados Unidos e advertiu os navios militares para que não se aproximem da zona, depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que seu país fecharia a passagem e retiraria as minas colocadas pela república islâmica.
“A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica anuncia que, contrariamente às falsas afirmações de alguns funcionários inimigos, o Estreito de Ormuz está sob controle e gestão inteligentes, aberto à passagem de navios civis e sujeito a regulamentações específicas”, afirmou o corpo militar de elite em um comunicado divulgado pela agência de notícias “Tasnim”.
O grupo alertou que “qualquer embarcação militar que, sob qualquer pretexto ou justificativa, tente se aproximar do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo e alvo de resposta contundente”.
O chefe da Marinha do Irã, Shahram Irani, classificou como "ridícula" a ameaça do presidente americano.
O Exército iraniano supervisiona e monitora "todos os movimentos do agressivo Exército americano na região. As ameaças do presidente dos Estados Unidos de bloquear o Irã por mar (...) são muito ridículas e risíveis", disse em declarações à televisão estatal.
A advertência iraniana ocorre após o presidente dos Estados Unidos afirmar, também neste domingo, que bloquearia o Estreito de Ormuz e retiraria as minas colocadas pelo Irã na região.
Trump declarou que a Marinha de seu país "bloqueará todo e qualquer navio" que tente entrar ou sair do estreito pagando pedágio ao Irã.
O tráfego pelo estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi restringido pelo Irã desde o início da guerra com Israel e os EUA, no último dia 28 de fevereiro, sendo um dos principais pontos de discordância nas negociações que Teerã e Washington realizaram ontem no Paquistão.
Com EFE
