Estado Islâmico é expulso de Kobani, dizem ativistas

Os combatentes curdos hastearam uma bandeira curda numa colina da cidade onde já tremulou a bandeira negra do Estado Islâmico

Beirute, Líbano - Ativistas informaram que combatentes curdos tomaram o controle total da cidade síria de Kobani, que faz fronteira com a Turquia, retomando o local após quatro meses de confrontos com o grupo Estado Islâmico.

O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos e ativistas de Kobani disseram que combatentes curdos conseguiram, nesta segunda-feira, expulsar os militantes extremistas de seus redutos na parte leste da cidade.

Com o cair da noite, os combatentes curdos celebraram a tomada da cidade.

Os combatentes hastearam uma bandeira curda numa colina da cidade onde já tremulou a bandeira negra do Estado Islâmico.

A medida representa uma conquista muito importante tanto para os curdos quanto para a coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Militantes do Estado Islâmico começaram a tomar cerca de 300 vilas curdas próximas a Kobani em setembro, quando também invadiram a cidade, ocupando cerca de metade de seu território.

Dezenas de milhares de refugiados passaram para o lado turco da fronteira.

A cidade, cuja tomada daria ao grupo o controle do posto de fronteira com a Turquia e abriria linhas diretas entre suas posições ao longo da fronteira, rapidamente se transformou no centro da campanha aérea norte-americana na Síria.

Os Estados Unidos lideraram ataques aéreos a partir de 23 de setembro, tendo Kobani como o alvo de cerca de seis ataques por dia, algumas vezes mais.

Mais de 80% das ações aéreas da coalizão em território sírio aconteceram em Kobani ou nas proximidades.

Analistas e ativistas curdos e sírios dizem que a campanha aérea e a chegada, em outubro, de combatentes curdos peshmerga - vindos do Iraque - que neutralizaram a artilharia do Estado Islâmico, foram responsáveis por colocar a área sob controle curdo.

O funcionário curdo Idriss Nassan disse que os ataques da coalizão se tornaram mais intensos nos últimos dias, o que ajudou os combatentes curdos em sua ação contra as posições do Estado Islâmico nas partes sul e leste da cidade.

O Comando Central norte-americano disse nesta segunda-feira que realizou 17 ataques aéreos nas proximidades de Kobani nas últimas 24 horas, atingindo a infraestrutura e as posições de combate dos militantes.

Gharib Hassou, representante do curdo Partido União Democrática (PYD, na sigla em curdo), revelou que "há muitos corpos. Eles (os militantes) deixaram algumas de suas armas", afirmou.

Os combatentes curdos também sofreram pesadas baixas, afirmou ele.

Segundo Rami Abdurrahman, diretor do Observatório, as forças curdas foram lideradas por Mohammed Barkhadan, comandante da principal milícia curda, conhecida como Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo).

Desde meados de setembro, os combates em Kobani deixaram cerca de 1.600 mortos, dentre eles 1.075 integrantes do Estado Islâmico, 459 combatentes curdos e 32 civis, informou o Observatório no início do mês.

O grupo militante realizou mais de 35 ataques suicidas na cidade nas últimas semanas, afirmaram ativistas.

Fonte: Associated Press.

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