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Franceses voltam às ruas contra alta do custo de vida e pressionam governo Macron

Em nota conjunta, sindicatos afirmam que a França está à beira da recessão e temem que planos de demissão se multipliquem

França: protestos acontecem nos últimos meses do governo do presidente de centro-direita Emmanuel Macron (GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP)

França: protestos acontecem nos últimos meses do governo do presidente de centro-direita Emmanuel Macron (GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP)

Naty Falla
Naty Falla

Repórter

Publicado em 5 de novembro de 2026 às 17h47.

Última atualização em 5 de novembro de 2026 às 17h49.

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Franceses protestam contra o aumento do custo de vida, com manifestações em várias cidades exigindo salários mais altos. Os protestos ocorreram em meio a preocupações com a possível recessão e desafios sociais. A Torre Eiffel foi fechada e houve relatos de confrontos com a polícia.

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A França teve nesta quinta-feira, 5, mais um dia de protestos contra a alta do custo de vida. Trabalhadores e estudantes foram às ruas para exigir um salário digno em meio a semanas de manifestações que começaram em setembro de 2026. Segundo a imprensa local, Paris, Lyon e Marselha foram as principais cidades que receberam os atos com milhares de participantes.

Em nota conjunta, os sindicatos, à frente das manifestações, afirmam que a França está à beira da recessão e temem que os planos de demissão se multipliquem.

“Combustível, alimentos, aluguel, gás, eletricidade… Tudo está subindo, exceto salários e aposentadorias. A raiva é imensa. A situação neste país é frágil. Os desafios sociais e ambientais urgentes devem ser enfrentados sem demora”, diz um trecho do comunicado.

Em meio a onda de protestos, a Torre Eiffel, principal ponto turístico do país, foi fechada.

Segundo o Ministério do Interior, 575 mil pessoas participaram dos atos, em revisão para baixo da estimativa anterior, de 600 mil. A CGT, uma das centrais organizadoras, fala em cerca de 1,6 milhão. De acordo com os sindicatos, foi a maior mobilização do outono europeu.

Foram registrados 448 detenções, 53 policiais feridos e 86 intervenções por incêndio, de acordo com balançço do ministério. Para evitar a repetição do 17 de outubro, dia de violência em que ao menos 3 mil comércios foram saqueados e prédios como a sede da prefeitura de Limoges foram incendiados, o governo mobilizou 70 mil policiais.

Os estudantes começaram o dia de protesto bloqueando escolas, por considerarem insuficientes as respostas do governo a demandas como a mudança no sistema de admissão à universidade. As autoridades dizem que apenas 81 das 3.700 escolas do país foram bloqueadas. A União Sindical Liceana (USL) fala em mil instituições fechadas.

Os protestos acontecem nos últimos meses do governo do presidente de centro-direita Emmanuel Macron, que deixa o poder em maio. Ele não pode disputar a eleição de 2027 por já ter cumprido dois mandatos consecutivos. O movimento de protesto popular Coletes Amarelos convocaram para sábado uma nova concentração na Praça da Concórdia, em Paris.

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