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Embargo de petróleo a Cuba afeta turismo e cancela milhares de voos

Com o presidente americano, Donald Trump, bloqueando a entrada de petróleo na ilha, a falta de turismo pode quebrar a economia cubana

Turistas viajam em carro antigo, que serve de táxi, em Havana, em 2 de fevereiro (Yamil Lage/AFP)

Turistas viajam em carro antigo, que serve de táxi, em Havana, em 2 de fevereiro (Yamil Lage/AFP)

Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 06h01.

Com a falta de petróleo devido a um bloqueio de exportações para Cuba determinado pelo presidente americano, Donald Trump, mais de 1.700 voos para o país foram cancelados, após a administração cubana declarar que suas reservas de combustível para avião estavam acabando, segundo a empresa de análises Cirium.

O cancelamento vem majoritariamente da companhia Air Canada, que traz o maior número de passageiros aéreos ao país. A disrupção custará centenas de milhares de visitas durante o pico da temporada de turismo em Cuba, durante o inverno do Hemisfério Norte.

Até mesmo a Rússia, um aliado de Cuba e outra importante fonte de turismo, anunciou que removeria seus cidadãos do país e não faria voos futuros até que a situação com os combustíveis fosse resolvida.

Subsequentemente, a gigante hoteleira NH fechou todos os seus estabelecimentos no país, e a franquia de hotéis espanhola Meliá, a maior em Cuba, o fechamento de três de seus 30 estabelecimentos no país.

Falta de petróleo afeta energia

Cuba depende de importações de diversas commodities para que sua economia funcione. O petróleo é usado para alimentar carros, barcos e geradores que fornecem energia à ilha.

Grande parte desse petróleo vinha do regime de Nicolás Maduro na Venezuela, deposto em janeiro pelos EUA, que agora visa aumentar a pressão em Cuba a fim de derrubar o regime de outro rival ideológico dos EUA na América Latina. Para esse fim, os EUA inciaram, no começo desse mês, um bloqueio a todo petróleo destinado ao país.

O hiato do turismo em Cuba, uma de suas principais fontes e renda e que gerou mais de US$ 1,3 bilhão em 2024, é o primeiro efeito intenso do embargo americano.

A administração Trump declarou Cuba como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional americana, não só cortando o fluxo de petróleo para a ilha mas também ameaçando com tarifas qualquer nação que decidir fornecer o material para a ilha. .

Em 2025, Cuba atraiu um total de 1,8 milhão de visitantes, uma queda em relação aos 2.2 milhões de 2024, e o ponto mais baixo da indústria em mais de 20 anos. Com isso, a nova crise já vem em um cenário de retração.

 

 

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