El Niño ameaça colheita e saúde da África Oriental

Partes de Uganda, Tanzânia, Ruanda, Burundi, Somália e Quênia sofreriam fortes chuvas e inundações, enquanto outras regiões registrariam secas

Nairóbi - O fenômeno El Niño, cuja probabilidade de que ocorra é de 90% e se prevê que seja o pior em 30 anos, terá um grande impacto na segurança alimentar na África Oriental, alertou nesta sexta-feira o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Unocha).

Partes de Uganda, Tanzânia, Ruanda, Burundi, Somália e Quênia sofreriam fortes chuvas e inundações, enquanto outras regiões registrariam secas, segundo o comunicado divulgado pela agência humanitária.

O risco de fortes inundações também aumentará as possibilidades de um surto de febre do Vale do Rift e outras doenças transmitidas através de água, como a diarreia e o cólera, do qual já foram registrados milhares de casos na região nos últimos meses.

Outros impactos previstos são danos nas infraestruturas, o isolamento de comunidades, danos nos cultivos e perdas nas colheitas.

No Quênia, a Unocha prevê mais precipitações durante a temporada curta de chuvas (outubro-dezembro) que, apesar de poderem melhorar as colheitas, também trarão consigo maiores riscos de expansão do cólera, que este ano causou pelo menos 90 mortos no oeste do país.

A Somália também registrará fortes chuvas que, quase com toda segurança, causarão inundações nas zonas adjacentes aos rios Shebelle e Juba, no sul do país, com o consequente risco para as comunidades que vivem na região, e dificultarão o acesso da ajuda humanitária.

Ao contrário, no Sudão o mais provável é que El Niño provoque uma diminuição das precipitações entre setembro e dezembro deste ano, por isso que os gramados e os recursos hídricos serão muito afetados, sobretudo nas regiões de Darfur Sul e Cordofão.

No caso da Etiópia, o El Niño mudará totalmente no começo de 2016 os padrões da chuva, que terão um impacto muito negativo nas colheitas e causarão inundações entre outubro e novembro.

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