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Drone dos EUA mata líder do EI para Afeganistão e Paquistão

A morte de Hafiz Saeed Khan é um golpe para os esforços do Estado Islâmico de expandir dos seus redutos na Síria e no Iraque


	Estado Islâmico: a morte de Hafiz Saeed Khan é um golpe para os esforços do grupo extremista de expandir dos seus redutos na Síria e no Iraque
 (Reuters)

Estado Islâmico: a morte de Hafiz Saeed Khan é um golpe para os esforços do grupo extremista de expandir dos seus redutos na Síria e no Iraque (Reuters)

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Da Redação

Publicado em 12 de agosto de 2016 às 19h13.

Peshawar - O líder do braço do Estado Islâmico no Afeganistão e no Paquistão foi morto num ataque de um drone norte-americano em 26 de julho, disse uma autoridade de defesa dos Estados Unidos nesta sexta-feira, após o embaixador afegão no Paquistão anunciar o ocorrido para a Reuters.

A morte de Hafiz Saeed Khan é um golpe para os esforços do Estado Islâmico de expandir dos seus redutos na Síria e no Iraque para o Afeganistão e o Paquistão, locais onde já há vários movimentos jihadistas, incluindo o Taliban e a Al Qaeda.

É a segunda morte de um militante proeminente executada pelos Estados Unidos na região em meses. Em maio, um ataque de um drone no Paquistão matou o mulá Akhtar Mansour, líder do Taliban afegão.

Apesar disso, a guerra de 15 anos no Afeganistão continua sem uma vitória clara à vista. Combatentes do Taliban têm ameaçado pelo menos duas capitais de província, em Helmand e Kunduz, e um relatório do governo norte-americano disse que forças afegãs perderam 5 por cento de território neste ano.

Em termos do seu próprio território, o Estado Islâmico está em sua maior parte confinado a alguns distritos da província de Nangarhar no Afeganistão, que faz fronteira com o Paquistão, onde militantes do grupo, a maior parte deles desertores do Taliban, são responsabilizados por ataques a vilas e postos do governo.

Ainda assim, preocupações de que o Estado Islâmico poderia estar ampliando o seu alcance operacional se intensificaram nesta semana quando o grupo assumiu a responsabilidade por um ataque contra um hospital paquistanês que matou pelo menos 74 pessoas em Quetta, no sudoeste do país. Uma facção do Taliban paquistanês também assumiu a responsabilidade pela ação.

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