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Distúrbios deixam 27 mortos no oeste da China, diz agência

Grupos armados com facas atacaram uma delegacia de polícia, um prédio público municipal e um terreno em obras na turbulenta região de Xinjiang


	Policiais paramilitares chineses durante patrulha em Urumqi, capital de Xinjiang, na China: turbulências na região foram as mais letais desde julho de 2009
 (Peter Parks/AFP)

Policiais paramilitares chineses durante patrulha em Urumqi, capital de Xinjiang, na China: turbulências na região foram as mais letais desde julho de 2009 (Peter Parks/AFP)

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Da Redação

Publicado em 26 de junho de 2013 às 11h11.

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Pequim - Grupos armados com facas atacaram na quarta-feira uma delegacia de polícia, um prédio público municipal e um terreno em obras na turbulenta região de Xinjiang, no oeste da China, deixando 27 mortos em confrontos com a polícia, disse a agência estatal de notícias Xinhua.

As turbulências na região, onde há uma grande comunidade muçulmana, foram as mais letais desde julho de 2009, quando quase 200 pessoas morreram em distúrbios contrapondo membros da etnia uigur a chineses oriundos de outras regiões, em Urumqi, a capital regional.

A Xinhua disse que os distúrbios da quarta-feira começaram por volta de 6h (hora local) na remota localidade de Lukqun, cerca de 200 quilômetros a sudeste de Urumqi.

Além de atacar prédios públicos, os grupos também atearam fogo a veículos da polícia, disseram autoridades regionais à Xinhua. Nove policiais e seguranças e oito civis foram mortos em confrontos, e posteriormente a polícia matou a tiros dez dos envolvidos, disseram autoridades à Xinhua.

A razão dos ataques não ficou imediatamente clara.

Muitos uigures --muçulmanos que falam uma língua túrquica-- se queixam de supostas restrições governamentais à sua cultura, língua e religião. A China diz conceder amplas liberdades aos uigures, e acusa extremistas de separatismo.

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